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Marechal Rondon está na lista de operação que mira império dos jogos ilegais

Ação resultou na prisão de 55 pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa . R$ 1,5 bilhão foi bloqueado


calendar_month 8 de abril de 2026
3 min de leitura

Uma megaoperação da Polícia Civil do Paraná (PCPR), em conjunto com o Ministério Público do Paraná (MPPR), resultou na prisão de 55 pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa voltada à exploração de jogos de azar em todo o país. As prisões ocorreram entre terça-feira (7) e quarta-feira (8), em ações realizadas em 27 cidades de cinco Estados.

A ofensiva mobilizou mais de 330 policiais civis e contou com o apoio de três aeronaves. Ao todo, foram expedidas 371 ordens judiciais, incluindo 85 mandados de prisão preventiva, 102 de busca e apreensão e 184 bloqueios de contas bancárias, com objetivo de sequestrar até R$ 1,5 bilhão. Entre os presos estão lideranças do grupo, dois vereadores e integrantes dos núcleos financeiro e operacional.

Além das prisões, a operação determinou o sequestro de 132 veículos, avaliados em mais de R$ 11 milhões, 111 imóveis que somam cerca de R$ 32,9 milhões e mais de cem cabeças de gado. Também foram retirados do ar 21 sites de apostas ilegais.

A investigação, que durou mais de três anos e começou em Grandes Rios, no Norte do Paraná, analisou um grande volume de dados, incluindo mais de 520 mil transações financeiras. As apurações identificaram a atuação de um conglomerado formado pela união de dois dos maiores grupos de jogos ilegais do país, um do Paraná e outro de Goiás.

“Estes são os dois maiores grupos em atuação no País, que se associaram em uma engrenagem criminosa voltada para a prática de diversos tipos penais”, pontua o delegado da PCPR Marcus Felipe da Rocha Rodrigues.

Segundo a polícia, o grupo movimentou mais de R$ 2 bilhões por meio da exploração de jogos ilegais, utilizando contas bancárias de terceiros e fintechs para dificultar o rastreamento do dinheiro. A organização atuava há mais de 10 anos e mantinha milhares de pontos de jogo, incluindo cerca de 15 mil ligados ao jogo do bicho.

Os investigados eram divididos em setores, com estruturas de gestão, financeiro, tecnologia e operação. “Também evidenciou-se a criação de empresas de fachada e fictícias voltadas para ocultar os rendimentos ilegais e assim dar uma aparência de licitude aos valores obtidos de forma criminosa, integrando na economia formal valores obtidos”, afirma o delegado da PCPR.

Ainda conforme as investigações, o grupo mantinha uma empresa de tecnologia responsável por desenvolver sistemas e plataformas online para exploração dos jogos. Técnicos atuavam continuamente na manutenção dessas ferramentas.

“Por meio dessa empresa foram desenvolvidas plataformas de exploração de jogos ilegais denominadas, por meio das quais ocorria a transmissão dos jogos ilícitos e se fazia o controle financeiro da exploração do jogo do bicho e outras modalidades de jogos. Esse sistema era utilizado em pelo menos 14 estados da federação, por dezenas de “bancas” de jogo do bicho”, conclui o delegado.

As investigações continuam para identificar outros envolvidos no esquema.

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Com PCPR

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