Preso após o atropelamento que resultou na morte de um menino, o caminhoneiro prestou depoimento às autoridades e afirmou que não percebeu o momento do acidente. Ele responde por homicídio culposo na direção de veículo automotor em estado de embriaguez.
Durante o relato, o motorista negou ter subido na calçada com a carreta. Segundo ele, ao realizar a conversão em uma esquina, observou que o veículo passou a mais de meio metro do meio-fio. “Eles falam que eu subi na calçada, eu não subi. Do jeito que eu virei a carreta para subir na esquina, eu vi que a carreta passou mais de meio metro do meio-fio, porque se eu subir no meio-fio vou arrebentar os pneus”, declarou.
O homem contou que seguiu viagem normalmente e só tomou conhecimento do atropelamento quando já havia parado o caminhão em outra esquina. “Quando cheguei na outra esquina tinha um menino de frente para um carro na garagem. Parei a carreta enquanto o rapaz fazia uma manobra para sair. Foi quando uma pessoa bateu na porta e falou: ‘moço, você passou em cima do menino'”. Após ser informado, ele deixou o veículo parado na via.
O caminhoneiro também admitiu ter ingerido cinco cervejas horas antes do acidente. Segundo o relato, ele almoçou por volta das 13h30, levou o filho de carro até o bairro Riviera, retornou para casa e descansou antes de iniciar o trabalho. O atropelamento aconteceu por volta das 17h. A vítima morava a cerca de duas quadras do local do acidente.
A advogada Daiane Signori, que atua na defesa do motorista, acompanha o caso. Ele permanece preso e deverá participar de audiência de custódia ainda nesta segunda-feira. O caso segue sendo investigado pelas autoridades.
Com Catve
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