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Policial

MP denuncia padre por violação sexual mediante fraude no Paraná

Religioso já tem condenação por crime semelhante e teria cometido novo abuso


calendar_month 27 de abril de 2026
2 min de leitura

O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou um padre pelo crime de violação sexual mediante fraude em Paranaguá, no Litoral do Estado. A denúncia foi apresentada pela 3ª Promotoria de Justiça da comarca e aceita pelo Judiciário na semana passada, em abril de 2026.

De acordo com o MPPR, o crime teria ocorrido no início de 2021, na Ilha dos Valadares, quando a vítima, uma mulher, procurou o sacerdote em busca de aconselhamento espiritual. Conforme apurado, ele teria se aproveitado da situação e da confiança depositada em sua função religiosa para cometer o abuso.

O religioso já havia sido alvo de outras denúncias e possui condenação judicial por crime semelhante, também relacionado a violação sexual mediante fraude durante atendimentos religiosos.

A Promotoria destaca que está à disposição para o recebimento de novas denúncias de possíveis vítimas, garantindo anonimato e preservação da identidade das denunciantes. Os contatos podem ser feitos presencialmente, por telefone, e-mail ou formulário disponível no site do MPPR.

Afastamento e apuração interna

O padre está afastado das funções desde outubro de 2025, quando a Diocese de Paranaguá determinou a suspensão cautelar após denúncia de importunação sexual envolvendo uma fiel na Ilha dos Valadares.

Segundo nota oficial assinada pelo bispo diocesano, Dom Paulo Alves Romão, a medida segue o Código de Direito Canônico e tem caráter preventivo, com o objetivo de proteger o bem comum e assegurar a correta apuração dos fatos.

Além da suspensão do exercício público do ministério, o sacerdote passou a ser alvo de investigação interna conduzida pela Cúria Diocesana.

A Diocese informou ainda que lamenta profundamente o ocorrido, manifestou solidariedade aos envolvidos e reafirmou o compromisso com a proteção de menores e pessoas vulneráveis. A instituição também se colocou à disposição da vítima para acolhimento e acompanhamento psicológico, destacando que o processo será conduzido com transparência, justiça e responsabilidade, conforme diretrizes da CNB.

Com Catve

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