No sábado (24), duas ocorrências graves de violência doméstica mobilizaram equipes da Polícia Militar em Marechal Cândido Rondon. Os casos, registrados em diferentes bairros da cidade, envolveram ameaças, agressões físicas e descumprimento de ordens policiais.
Por volta das 12h20, a PM foi acionada para atender uma ocorrência no bairro Alvorada, onde uma mulher relatou que seu ex-companheiro estava tentando invadir sua residência. Durante a ligação à Central de Operações, foi possível ouvir chutes na porta, indicando tentativa de arrombamento.
Ao chegar ao local, os policiais encontraram a vítima fora da casa, após conseguir fugir. Ela relatou que o ex-cônjuge havia arrombado a porta, entrado no imóvel e a ameaçado de morte, afirmando que pegaria uma faca para cometer o ato. Além disso, foi ofendida com palavras de baixo calão.
O autor, que permaneceu na residência até a chegada da equipe, demonstrou resistência à abordagem policial, estava agitado e choroso, e não acatou as ordens iniciais. Alegou que não aceitava o fim do relacionamento e negou as ameaças. Para garantir a segurança da vítima e dos agentes, ele foi algemado conforme a súmula vinculante nº 11 do STF, informado sobre seus direitos e conduzido à 47ª Delegacia de Polícia Civil.
Jovem denuncia agressão do pai e dá entrada na UPA 24h
Mais tarde, às 18h25, outra equipe policial foi chamada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h), onde uma jovem relatou ter sido agredida pelo próprio pai. Segundo a enfermeira que prestou os primeiros atendimentos, a vítima sentia dores no corpo, embora não apresentasse lesões visíveis.
A jovem contou que reside com os avós paternos e que, por volta das 15h30, o pai chegou à casa, arrombou a porta do quarto e a puxou pelos braços e pernas, jogando-a no chão. Em seguida, desferiu socos e chutes até que os avós intervieram. O agressor fugiu do local e não foi localizado pela polícia, que realizou buscas em possíveis endereços, incluindo o local de trabalho da esposa do autor, já fechado no momento da diligência.
A vítima informou que esta foi a segunda agressão em um período de um ano e que o pai é conhecido por comportamento agressivo, sem motivo aparente para o ataque. Ela foi orientada sobre os canais de denúncia, o termômetro da violência e a rede de apoio disponível.
Investigação em andamento
Ambos os casos foram registrados e encaminhados à 47ª Delegacia de Polícia Civil, que dará continuidade às investigações e à adoção das medidas legais cabíveis. As autoridades reforçam a importância de denunciar situações de violência doméstica e buscar apoio nas redes de proteção disponíveis.
Com PM
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