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Pais de adolescente morto por policial não se conformam: “Pra que tirar a vida de um inocente?”

Segundo os pais de Kaio, ele era um rapaz prestativo


calendar_month 15 de julho de 2022
3 min de leitura

Os pais de Kaio Felipe Siqueira da Silva, adolescente de 17 anos morto pelo policial militar Fabiano Garcia, Claudio Pereira da Silva e Ernesta Siqueira pedem por justiça.

Segundo eles, Kaio era um menino prestativo.

Conforme os pais, Kaio havia saído de casa e tempo depois passou uma viatura em frente ao imóvel localizado na Rua Getúlio Vargas, em Toledo, e então chegou a notícia de que uma pessoa tinha sido morta.

O pai da vítima saiu para ver quem era o alvo dos disparos e no local se surpreendeu ao ver o corpo do filho no chão. A Polícia Militar já estava atendendo a ocorrência. “Acabou a minha vida”, disse Cláudio.

Segundo ele, o adolescente o auxiliava em construções. “Pra que tirar a vida de um inocente?”, disseram os pais, inconformados.

Ao todo, oito pessoas foram mortas pelo soldado da Polícia Militar, em Toledo e Céu Azul. Após a chacina, o autor do crime tirou a própria vida dentro do carro.

Vídeo

Uma câmera de segurança flagrou o momento em que Kaio foi morto pelo policial (confira).

Veja quem são as vítimas:

Kaio Felipe Siqueira da Silva, 17 anos – desconhecido;

Luiz Carlos Becker, 19 anos – desconhecido;

Kassiele Moreira, 28 anos – esposa;

Irene Garcia, 79 anos – mãe;

Claudiomiro Garcia, 50 anos irmão;

Amanda Garcia, 12 anos – filha;

Kamili, 8 anos – filha;

Miguel, 4 anos – filho.

O caso

Fabiano Júnior Garcia, de 37 anos, trabalhava no 19º Batalhão de Polícia Militar de Toledo e estava há 12 anos na corporação. A PM disse que o agente trabalhou normalmente na quinta-feira e deixou o plantão por volta das 19 horas.

A PM acredita que, ainda em Toledo, o homem tenha matado a esposa e a enteada de 12 anos. Depois, foi até a casa da mãe dele, onde a matou com facadas. O irmão dele também foi morto, mas com disparos de arma de fogo.

Em seguida, a suspeita é que ele tenha se dirigido para Céu Azul, onde matou os dois filhos que moravam com a avó materna. As vítimas foram baleadas.

Depois, conforme a polícia, o homem retornou para Toledo, onde tirou a vida de dois jovens aleatórios que estavam passando pela região, de 17 e 19 anos.

Por fim, o policial tirou a própria vida.

A arma utilizada era da Polícia Militar do Paraná. O carro que era usado pelo agente foi apreendido e era particular. A Polícia Civil investiga a motivação das mortes.

Por meio de nota, a Polícia Militar lamentou o caso e disse que o policial envolvido no caso não tinha registros de problemas psicológicos.

A Secretaria da Segurança Pública também lamentou o acontecido e disse que não medirá esforços para apurar a motivação das mortes.

Em um dos áudios gravados por Garcia antes de se matar, ele alega dívidas de jogos e que não aceitava o fim do relacionamento.

Com Catve e G1

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