Os pais de Kaio Felipe Siqueira da Silva, adolescente de 17 anos morto pelo policial militar Fabiano Garcia, Claudio Pereira da Silva e Ernesta Siqueira pedem por justiça.
Segundo eles, Kaio era um menino prestativo.
Conforme os pais, Kaio havia saído de casa e tempo depois passou uma viatura em frente ao imóvel localizado na Rua Getúlio Vargas, em Toledo, e então chegou a notícia de que uma pessoa tinha sido morta.
O pai da vítima saiu para ver quem era o alvo dos disparos e no local se surpreendeu ao ver o corpo do filho no chão. A Polícia Militar já estava atendendo a ocorrência. “Acabou a minha vida”, disse Cláudio.
Segundo ele, o adolescente o auxiliava em construções. “Pra que tirar a vida de um inocente?”, disseram os pais, inconformados.
Ao todo, oito pessoas foram mortas pelo soldado da Polícia Militar, em Toledo e Céu Azul. Após a chacina, o autor do crime tirou a própria vida dentro do carro.
Vídeo
Uma câmera de segurança flagrou o momento em que Kaio foi morto pelo policial (confira).
Veja quem são as vítimas:
Kaio Felipe Siqueira da Silva, 17 anos – desconhecido;
Luiz Carlos Becker, 19 anos – desconhecido;
Kassiele Moreira, 28 anos – esposa;
Irene Garcia, 79 anos – mãe;
Claudiomiro Garcia, 50 anos irmão;
Amanda Garcia, 12 anos – filha;
Kamili, 8 anos – filha;
Miguel, 4 anos – filho.
O caso
Fabiano Júnior Garcia, de 37 anos, trabalhava no 19º Batalhão de Polícia Militar de Toledo e estava há 12 anos na corporação. A PM disse que o agente trabalhou normalmente na quinta-feira e deixou o plantão por volta das 19 horas.
A PM acredita que, ainda em Toledo, o homem tenha matado a esposa e a enteada de 12 anos. Depois, foi até a casa da mãe dele, onde a matou com facadas. O irmão dele também foi morto, mas com disparos de arma de fogo.
Em seguida, a suspeita é que ele tenha se dirigido para Céu Azul, onde matou os dois filhos que moravam com a avó materna. As vítimas foram baleadas.
Depois, conforme a polícia, o homem retornou para Toledo, onde tirou a vida de dois jovens aleatórios que estavam passando pela região, de 17 e 19 anos.
Por fim, o policial tirou a própria vida.
A arma utilizada era da Polícia Militar do Paraná. O carro que era usado pelo agente foi apreendido e era particular. A Polícia Civil investiga a motivação das mortes.
Por meio de nota, a Polícia Militar lamentou o caso e disse que o policial envolvido no caso não tinha registros de problemas psicológicos.
A Secretaria da Segurança Pública também lamentou o acontecido e disse que não medirá esforços para apurar a motivação das mortes.
Em um dos áudios gravados por Garcia antes de se matar, ele alega dívidas de jogos e que não aceitava o fim do relacionamento.
Com Catve e G1