A Polícia Federal (PF) cumpre nesta sexta-feira (26) mandados contra um grupo suspeito de transportar cigarro contrabandeado de Guaíra para Altônia, no noroeste do Paraná.
A ação, conforme a PF, é um desdobramento de uma outra operação realizada no início do mês de junho deste ano, onde oito policiais militares foram presos por suspeita de participação no esquema de transporte do ilícito vindo do Paraguai.
Conforme a polícia, estão sendo cumpridos nesta sexta-feira quatro mandados de busca e apreensão e cinco mandados de lacração e interdição de estabelecimentos mantidos ou construídos com dinheiro do ilícito em Guaíra.
Além dos mandados, foi determinado o sequestro de bens imóveis, veículos e saldos em contas bancárias de titularidade dos envolvidos para evitar a continuidade do crime, segundo a PF.
Todos os itens apreendidos serão encaminhados à Delegacia de Polícia Federal de Guaíra, onde ficarão à disposição da Justiça.
Estabelecimentos do crime
Conforme a PF, foram identificadas pelo menos três lojas de roupas, uma transportadora e uma oficina, todas mantidas pelos suspeitos presos preventivamente em junho.
A oficina, segundo a polícia, além de servir como forma de ocultar a origem do dinheiro do transporte de cigarros contrabandeados, também era peça fundamental da organização criminosa.
No local eram feitos serviços de manutenção dos veículos utilizados no transporte ilícito, como também a a instalação de dispositivos de evasão, como por exemplo, lançadores de fumaça.
Prisões em junho
Oito policiais militares foram presos em junho por contrabando de cigarros na região de Guaíra. Um outro militar estadual também foi afastado das funções.
Segundo a PF, o grupo chegou a movimentar até 750.000 maços de cigarros em uma noite.
Ao longo de sete meses de investigação da Operação Capital, conforme a polícia, foi identificado que a organização conta com pelo menos 100 integrantes, sendo que a maior parte era de pessoas responsáveis por alertar o grupo sobre a movimentação policial na região.
No período, a PF conseguiu identificar os “olheiros”, além dos líderes, pilotos e outros participantes da logística da organização.
Ainda conforme a polícia, o grupo contou com a participação de policiais militares da região. Eles recebiam propina para facilitar as atividades fornecendo informações sobre operação policiais e também dando cobertura à ação dos suspeitos.
Os investigados vão responder por contrabando, participação em organização criminosa e corrupção ativa e passiva. As penas, somadas, podem passar dos 25 anos de prisão.
Com G1