Por volta das 21h45 de sábado (29), a Polícia Militar (PM) de Marechal Cândido Rondon foi abordada por um pedestre durante patrulhamento de rotina. Em conversa com o homem, este relatou aos policiais que teria se envolvido em uma acidente de trânsito. De acordo com o elemento, ele acabou colidindo seu veículo com outro e reconheceu que estava errado.
Ele relata que o outro condutor envolvido propôs um acerto no local no valor de R$ 400. A partir do combinado, o homem conta ter entregue seu RG ao outro envolvido e ter saído buscar o dinheiro. Quando retornou ao local, o outro condutor não estava lá, tendo sumido em posse do documento.
De acordo com o relatório policial, o elemento apresentava sintomas de embriaguez alcoólica. A PM questionou o homem sobre onde seu veículo estava estacionado e onde teria ocorrido a colisão, mas o sujeito não quis informar. Os policiais pediram para que ele tentasse se lembrar onde o automóvel estava para que fossem até lá checar a situação. A equipe policial orientou o sujeito que, caso o homem com seu documento não fosse encontrado, ele teria de confeccionar um boletim de ocorrência. Diante das orientações, o elemento teria saído andando e resmungando, dizendo que a polícia não queria encontrar o seu documento.
A PM realizou patrulhamentos, mas não encontrou nenhum veículo danificado que pudesse ser o do solicitante. Cerca de 20 minutos mais tarde, a operadora da Central de Operações solicitou a equipe para que comparecesse até a sede da 2ª Cia da Polícia Militar, visto que um homem, com sintomas de embriaguez, juntamente a uma mulher teria chegado até o quartel e relatavam a perda de um documento após ter se envolvido em um acidente. Os sujeitos, segundo o relatório policial, estariam perturbando a operadora, mesmo depois de terem sido orientados.
A equipe policial orientou os dois sujeitos novamente, mas eles estariam alterados, sem fazer questão de ouvir o que explicavam. Os policiais disseram aos mesmos para que se acalmassem e ouvissem. A PM perguntou o nome da mulher, mas esta teria dito “não vou falar meu nome para vocês”, tratando com deboche a equipe policial. Os agentes perguntaram mais uma vez, lembrando-os das consequências de negar-se a se identificar para a equipe policial. A mulher disse seu nome, mas não seu nome completo. Neste momento, os policiais perguntaram o nome do homem e este se negou a informar.
A equipe policial deu voz de abordagem e ordenou para que o homem colocasse as mãos sobre a cabeça. Na busca pessoal o elemento se mostrou resistente e desobediente, fazendo força contra o policial. O uso da força se fez necessário para imobilização, seguida de algemamento.
Conforme o relato policial, durante a ação de imobilização o carregador da arma do policial soltou-se da arma e caiu ao solo com algumas munições, que se esparramaram no chão. O agente de segurança teria sofrido uma lesão no cotovelo do braço esquerdo durante a imobilização.
Os policiais deram voz de prisão ao suspeito. Diante dos sinais de embriaguez percebidos pela PM e o fato de ele ter ido ao quartel dirigindo um GM/Monza, foi realizado o teste do bafômetro, que resultou em 0,81 mg/l. Diante dos fatos, o cidadão foi conduzido para a Delegacia de Polícia Civil para que sejam tomadas as medidas cabíveis, sendo o veículo recolhido para o pátio do Detran, sendo feitas as notificações conforme o Código de Trânsito Brasileiro.
O Presente com PM