Um policial militar suspeito de estar envolvido na morte de um casal em Curitiba foi preso, em Balneário Camboriú, no Litoral de Santa Catarina. O homem tinha dois mandados de prisão em aberto pela acusação de participação em três homicídios, segundo a Polícia Militar (PM). A prisão ocorreu na quarta-feira (18).
Conforme a Polícia Civil, o policial militar está envolvido em, pelo menos, três mortes na Capital. Uma delas foi registrada em setembro de 2017, quando um casal foi executado a tiros ao sair de uma churrascaria.
Ainda segundo as investigações, o suspeito também está envolvido na morte de um empresário no Bairro Uberaba, em março de 2019.
De acordo com a polícia, no momento da prisão, o acusado estava em uma casa de prostituição e apresentou documentos e cartões de créditos com o nome de outra pessoa durante a abordagem.
A Polícia Civil informou que os documentos são verdadeiros e foram adulterados. Até a última atualização desta reportagem, policial ainda não tinha sido transferido para o Paraná.
ESQUEMA CRIMINOSO
O delegado Tito Lívio Barichello disse que o acusado em questão e outros suspeitos também são investigados por outros crimes. “Compreendemos que se trata de uma organização criminosa, que executava pessoas. É um criminoso de altíssima periculosidade”, afirmou.
De acordo com o delegado, as execuções – do casal e do empresário – foram acerto de contas, uma vez que as investigações apontaram que as vítimas estavam envolvidas com atividades ilícitas.
Nos dois casos, a organização utilizou armas de calibre restrito, segundo a Polícia Civil. Entre as armas está um fuzil, conforme o delegado.
CASOS
Três pessoas foram baleadas em setembro de 2017, no bairro Rebouças. À época um casal que estava saindo de uma churrascaria não resistiu aos ferimentos e morreu. Ainda em novembro de 2017, dois policiais militares foram presos suspeitos de envolvimento no crime.
Em março deste ano, um empresário foi morto no bairro Uberaba. A vítima dirigia um veículo e foi fechada por um carro, segundo a polícia.
À época um carro utilizado no crime foi apreendido. De acordo com a Polícia Civil, o veículo foi alugado em Santa Catarina com documentos fraudados. Em maio, a polícia desencadeou uma operação para investigar policiais militares envolvidos nos crimes.
Com RPC TV