A Polícia Nacional do Paraguai repudiou um relatório divulgado pelo portal internacional IndexMundi que classifica a corporação como a segunda força policial mais corrupta do mundo, atrás apenas de Honduras.
Segundo o site, o dado faz parte do chamado Índice de Percepção da Corrupção Policial, que mede a corrupção com base na opinião dos cidadãos, e não em condenações judiciais. O próprio levantamento reconhece que se trata de uma avaliação baseada em percepção pública, funcionando mais como um “alerta” sobre a confiança da população nas instituições.
O vice-ministro da Segurança Interna, Óscar Pereira, afirmou que o governo paraguaio rejeita categoricamente a informação.
“Essa imagem não tem validade técnica nem respaldo estatístico. Não reconhecemos esse ranking como confiável”, disse.
Pereira também questionou a origem do estudo, destacando que a conta responsável pela divulgação foi criada recentemente.
“Normalmente, esse tipo de pesquisa é sustentado por organismos internacionais, como a ONU ou instituições reconhecidas. Este não é o caso”, reforçou.
Governo diz que há combate interno à corrupção
O vice-ministro destacou que, ao contrário do que aponta o ranking, a Polícia Nacional do Paraguai passa por um processo contínuo de depuração interna.
“Hoje temos cerca de 5 mil investigações internas em andamento. Somente nos últimos anos desta gestão, aproximadamente 400 policiais foram demitidos ou afastados da corporação”, afirmou.
Segundo ele, a corporação vem investindo em qualificação, mobilidade, estrutura e controle disciplinar para melhorar a resposta à sociedade e fortalecer a confiança pública.
“A Polícia é uma das instituições que mais se expurga. Há um trabalho permanente para retirar maus agentes e profissionalizar o serviço”, completou.
O governo paraguaio sustenta que o ranking não reflete a realidade atual da corporação e classifica o levantamento como tecnicamente frágil e sem base confiável.
Catve com ABC Collor
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