A Polícia Civil investiga uma quadrilha suspeita por aplicar golpes usando dados de cartões de crédito das vítimas, em Curitiba. Pelo menos seis pessoas registraram boletim de ocorrência contra o grupo.
Entre as vítimas, está uma senhora de 92 anos afirmou que teve a senha decifrada pelos suspeitos, que fizeram duas compras de mais de R$ 4 mil cada uma, usando o cartão dela. “Eles são muito convincentes”, conta a filha da idosa.
COMO FUNCIONA
Segundo a polícia, os estelionatários ligam para os donos dos cartões, alegando ser funcionários da operadora do cartão, e orientam que a pessoa entre em contato com o banco.
Entretanto, ao ligar para o telefone do banco, o cliente volta a falar com os bandidos. “A gente desliga, mas eles não, eles retêm a linha. Então, quando você liga para o banco, cai neles, entendeu. O banco diz que não sabe como acontece isso. Então, nós tínhamos certeza que estávamos ligando para o banco”, conta a filha da idosa que caiu no golpe.
Enquanto falam pelo telefone, de acordo com a polícia, os golpistas pedem que as vítimas confirmem dados, com o argumento de que precisam garantir a segurança do procedimento.
Eles pedem nome completo do cliente, endereço, telefone, até pedirem que a vítima digite a senha do cartão.
Segundo a polícia, o cliente não faz ideia, mas do outro lado da linha, os suspeitos utilizam um dispositivo capaz de decifrar a senha do cartão. Com a senha, eles passam a ter acesso a todas as informações confidenciais da vítima.
VISITA À RESIDÊNCIA
Em um dos casos registrados em Curitiba, câmeras de segurança gravaram a entrada e a saída de um dos suspeitos, que se passou por funcionário e ofereceu um serviço exclusivo, indo até a casa da vítima para buscar o cartão que, segundo ele, seria bloqueado.
Depois que o homem saiu do prédio com o cartão, de acordo com a polícia, a vítima foi ao banco e descobriu que se tratava de um golpe, e que o suspeito já havia feito compras de alto valor com o cartão.
A Polícia Civil orienta que é necessário ter atenção ao negociar, por telefone, questões ligadas à serviços com cartão de crédito. Em caso de golpe, é importante registrar boletim de ocorrência na delegacia.
“O banco não oferece um serviço exclusivo de ir até a sua residência, com o motoboy, a fim de destruir o cartão. Esse serviço exclusivo não existe. É um golpe e as pessoas devem estar atentas para não levar mais prejuízo do que já levaram”, alerta o delegado Emmanoel David.
Com RPC TV