Embora o proprietário seja colocado contra a parede entre perder um bem de R$ 100 mil e pagar um valor menor de resgate, o comandante da 2ª Companhia da Polícia Militar (PM) de Marechal Cândido Rondon, capitão Valmir de Souza, orienta o cidadão a não negociar a compra do bem furtado ou roubado com os criminosos.
“Sabemos que o cidadão fica entre a cruz e a espada, mas sugerimos que não aceite negociar para evitar o incentivo a essa e outras práticas criminosas, uma vez que os elementos por vezes escondem o bem perto das vítimas e apresentam uma espécie de sequestro para devolver o bem. A orientação da polícia é não negociar”, sugere.
Segundo ele, os criminosos adotam diversas características durante a operacionalização e execução dos crimes. “Há casos de rondonenses ou de pessoas de fora que contam com parceria de moradores da cidade e também existem associações criminosas. Neste momento fazemos levantamento para identificar e prender esses criminosos, mas há dificuldade devido ao medo das vítimas e pela falta de testemunhas”, expõe.
Sobre a alta procura por caminhonetes Hilux, Souza entende que os receptadores possuem preferência pela marca talvez pelo custo-benefício, bem como alguns veículos são revendidos com placas frias e outros vão para desmanche. “Cabe salientar que a pessoa que compra veículos furtados ou roubados também comete crime”, alerta.
O capitão enaltece que seria interessante formalizar um convênio entre as polícias brasileira e paraguaia para que no outro lado seja possível checar os veículos e devolver ao Brasil o que é produto de furto ou roubo.
TRABALHO
Ele menciona que a PM vem trabalhando para diminuir os índices de crimes, seja em furtos e roubos de veículos, entre outros. “Queremos fazer ações para minimizar esses e outros crimes na cidade e região”, assegura.
Souza também diz as pessoas devem redobrar os cuidados para evitar ações criminosas. “A comunidade precisa estar atenta. Nós devemos prevenir o crime, enquanto a sociedade pode observar os suspeitos e denunciar à polícia, para que possamos abordar e tirar esses criminosos de circulação”, conclui.
O Presente