A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que a investigação que resultou na deflagração das operações Sicarius I e Sicarius II teve como ponto de partida uma apuração interna da Corregedoria-Geral da instituição envolvendo três servidores.
Em nota divulgada nesta terça-feira (9), a PRF afirmou que os elementos relacionados a possíveis desvios de conduta foram identificados durante procedimentos correcionais e posteriormente encaminhados às autoridades responsáveis pela investigação criminal.
A corporação também destacou que atua de forma permanente no controle interno e no combate a irregularidades.
“A PRF ressalta que atua de forma permanente no controle interno, na prevenção e no enfrentamento a desvios de conduta, em estrita observância às suas competências legais e em cooperação com os órgãos responsáveis pela persecução penal”, informou a instituição.
A PRF participou da ação desencadeada pela Polícia Federal em conjunto com a Corregedoria da própria corporação e a Receita Federal.
Operação Sicarius
As investigações apontaram a atuação de uma organização criminosa transnacional envolvida com contrabando de cigarros, importação ilegal de agrotóxicos, falsificação de documentos e placas de veículos, lavagem de dinheiro e corrupção de servidores públicos.
Os mandados foram cumpridos em cidades do Paraná, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Goiás e Pará.
No Paraná, as ações ocorreram em:
- Guaíra;
- Mandirituba;
- Piraquara;
- Fazenda Rio Grande;
- Cascavel;
- Ubiratã;
- Londrina;
- Maringá;
- Cianorte;
- Umuarama.
Ao todo, a Justiça Federal de Guaíra expediu:
- 44 mandados de prisão preventiva;
- 14 mandados de prisão temporária;
- 62 mandados de busca e apreensão;
- 45 ordens de bloqueio e sequestro de bens e contas bancárias;
- cinco determinações de cancelamento de CPF;
- sete determinações de cancelamento de CNPJ;
- 67 ordens para abertura de procedimentos fiscais contra empresas investigadas.
Um doleiro teria movimentado mais de R$ 375 milhões entre 2019 e 2024. Ele utilizava contas de terceiros e empresas de fachada para ocultar recursos oriundos do contrabando de cigarros e agrotóxicos.
A Justiça também determinou a abertura de procedimentos fiscais e o cancelamento de CPFs e CNPJs usados para dar aparência de legalidade às operações financeiras do grupo criminoso.
Veja a nota da PRF na íntegra:
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) participou, na manhã desta terça-feira, 9 de junho de 2026, da ação conduzida pela Polícia Federal, no âmbito das Operações Sicarius I e Sicarius II.
O trabalho foi subsidiado por apuração prévia da Corregedoria-Geral da PRF, que, no exercício de suas atribuições correcionais, identificou elementos relacionados a possíveis desvios de conduta de três servidores e os encaminhou às autoridades competentes.
A PRF ressalta que atua de forma permanente no controle interno, na prevenção e no enfrentamento a desvios de conduta, em estrita observância às suas competências legais e em cooperação com os órgãos responsáveis pela persecução penal.
Com Catve
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