A investigação que resultou na prisão preventiva de uma professora da rede municipal de Céu Azul e de um empresário de 54 anos teve início na Delegacia da Mulher de Cascavel e apura a produção e o compartilhamento de fotografias contendo nudez de crianças da primeira infância.
Em entrevista ao Catve.com, a delegada Jéssica Faria, da Polícia Civil do Paraná, explicou que as investigações começaram em Cascavel e, no decorrer das diligências, surgiram elementos que levaram ao desdobramento do caso em Céu Azul.
Segundo a delegada, os investigadores identificaram que os dois suspeitos compartilhavam imagens produzidas por meio de aparelhos celulares.
“A investigação teve origem na Delegacia de Cascavel. Nós identificamos a produção de fotografias envolvendo nudez de crianças de tenra idade, que eram compartilhadas entre as duas pessoas presas”, afirmou.
Com o avanço das investigações, a Polícia Civil reuniu elementos que embasaram o pedido de prisão preventiva dos dois investigados, medida que foi autorizada pela Justiça.
A delegada destacou que o inquérito segue em sigilo para preservar a identidade das possíveis vítimas e não comprometer as diligências.
A professora, de 52 anos, atuava no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Raio de Sol, em Céu Azul. Ela e o empresário, de 54 anos, foram presos na manhã desta quinta-feira (16).
Os dois são investigados pelos crimes previstos nos artigos 240 e 241-A do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que tratam, respectivamente, da produção e do compartilhamento de imagens contendo cena de sexo explícito, pornografia ou nudez envolvendo crianças e adolescentes.
Após a prisão, os investigados foram encaminhados à Delegacia de Matelândia e, posteriormente, transferidos para a Cadeia Pública de Medianeira.
As investigações prosseguem para esclarecer completamente os fatos, identificar possíveis vítimas e apurar a eventual participação de outras pessoas.
Com Catve
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