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Quem é o empresário paranaense investigado por jogar mala com mais de R$ 400 mil pela janela em Balneário Camboriú

Igor Paganini nasceu em Guarapuava, onde empresa de construção civil da família foi criada. Defesa informou que irá colaborar com as autoridades


calendar_month 17 de fevereiro de 2026
4 min de leitura

O empresário Igor Paganini, identificado como a pessoa que arremessou uma mala com R$ 429 mil em notas do 30º andar de um prédio de Balneário Camboriú, em Santa Catarina, é paranaense e atua no setor imobiliário. Ele é natural de Guarapuava, na região central do Paraná.

O episódio envolvendo a mala com dinheiro aconteceu nesta quarta-feira (11), durante uma ação da Polícia Federal (PF) que investigava a Rioprevidência e o Banco Master. A TV Globo apurou que Paganini não era alvo da operação, mas passou a ser investigado após o caso.

O escritório de advocacia que representa Igor informou que irá colaborar com as autoridades. Leia na íntegra:

“A defesa de Igor Paganini informa que, até o presente momento, não obteve acesso ao conteúdo da investigação e, portanto, desconhece os elementos que a fundamentam. Tão logo tenha acesso aos autos, a defesa irá se manifestar nos meios adequados, exercendo plenamente o direito ao contraditório e à ampla defesa. O CGP Advocacia, responsável pela representação de Igor Paganini, adotará as medidas cabíveis e colaborará com as autoridades competentes no momento processual próprio, sempre com respeito às instituições e à legalidade.”

A defesa da Constutora Paganini disse ao g1 que não é objeto da investigação e que está operando normalmente. Leia na íntegra:

“A Construtora Paganini vem a público esclarecer que não é objeto de qualquer investigação noticiada, não figura como parte em procedimentos relacionados aos fatos e segue operando normalmente, cumprindo suas obrigações legais, fiscais e contratuais.

Reitera-se que os fatos noticiados na imprensa não guardam qualquer vínculo com a atividade empresarial da Construtora Paganini, razão pela qual clientes, parceiros e colaboradores podem manter sua confiança na regularidade das operações da empresa.

A empresa possui 45 anos de atuação no Paraná e em Santa Catarina, período ao longo do qual desenvolveu suas atividades no setor da construção civil de forma regular e responsável, com reconhecida atuação no mercado e observância da legislação vigente.”

Quem é o empresário

Igor Paganini tem 40 anos. Conforme um vídeo publicado pela empresa nas redes sociais, em 2023, ele e o pai estabeleceram a empresa de construção civil ainda em Guarapuava. Em 2015, mudou-se para Balneário Camboriú, em Santa Catarina.

Igor Paganini tem 40 anos e trabalha no setor de construção civil. — Foto: Redes sociais
Igor Paganini tem 40 anos e trabalha no setor de construção civil. — Foto: Redes sociais

Na nova cidade, a família passou a atuar no mesmo setor, promovendo construções de torres e vendas de apartamentos.

O empresário aparece em publicações nas redes sociais apresentando novos empreendimentos da empresa e agradecendo clientes. Na tarde da última quinta-feira (12), o perfil do empresário não é mais encontrado nas redes e parece ter sido apagado.

A operação de quarta-feira em Balneário Camboriú

PF faz nova fase da Operação Barco de Papel — Foto: Divulgação
PF faz nova fase da Operação Barco de Papel — Foto: Divulgação

Na chegada dos policiais ao prédio construído pela família de Paganini, na quarta-feira, a mala foi arremessada e as cédulas caíram no prédio vizinho.

A TV Globo apurou que a polícia estava no apartamento para cumprir um mandado de busca e apreensão contra outra pessoa, suspeita de lavagem de dinheiro em um esquema ligado ao Banco Master. A identidade do suspeito não foi divulgada.

Ao ser flagrado jogando o dinheiro pela janela, Igor Paganini passou a também ser investigado. O celular dele e o dinheiro foram apreendidos.

A operação também cumpriu mandados em Itapema, onde documentos e carros de luxo foram apreendidos.

A PF apura o investimento de quase R$ 1 bilhão em ativos do Banco Master, feito pelo fundo de previdência dos servidores do Estado do Rio de Janeiro, o Rioprevidência. Segundo a polícia, nove aplicações feitas entre 2023 e 2024 colocaram em risco o dinheiro de 235 mil aposentados e pensionistas do estado.

Com G1

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