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Secretaria determina rodízio para policiais cedidos ao Gaeco

O secretário da Segurança Pública, Cid Vasques, determinou ontem (05) a implantação da primeira etapa do rodízio entre os policiais militares que fazem parte do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A medida será implantada ainda neste mês de setembro, segundo o governo estadual, e será efetuada a partir de um cronograma estabelecido pelo comando da Polícia Militar.

Vasques explicou que o rodízio será feito de uma maneira gradativa para que possa haver planejamento de ações e não prejudicar nenhuma operação em andamento. Para cada policial que será substituído, dois nomes serão indicados para escolha, atendendo às qualificações e aos perfis necessários para desenvolver da melhor forma os trabalhos no Gaeco, de acordo com o secretário.

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Ele ressaltou que o rodízio é uma proposta das polícias Militar e Civil. Conforme Vasques, dessa forma, a interação com o Ministério Público do Paraná (MP-PR), vai se multiplicar. “É um aperfeiçoamento da política estadual de segurança pública”, disse.

Para o secretário, a experiência adquirida em cooperação com os promotores de Justiça do Gaeco, especialmente nas ações do controle externo da atividade policial, habilita os servidores para uma atuação mais qualificada dentro corporações. Ele defendeu que oportunidade de acesso a um número maior de policiais terá um efeito multiplicador das boas práticas, como disse, que o Ministério Público exercita e cobra das demais instituições.

O governo do Paraná informou que a coordenação estadual do Gaeco tem dez dias para se manifestar a respeito da decisão. Ao término do prazo, os policiais militares substituídos deverão se apresentar aos comandos das unidades às quais estão vinculados. O Departamento da Polícia Civil também está elaborando, ainda segundo o governo estadual, um cronograma para o rodízio dos policiais, e o documento deve ser encaminhado nas próximas semanas à Secretaria Estadual da Segurança Pública (Sesp).

Crise
A decisão da Sesp para que haja a troca de policiais membros do Gaeco até o final de 2013 gerou uma crise entre os órgãos. Pela proposta, as trocas ocorrerão a cada dois anos. No dia 30 de agosto, o coordenador estadual do Gaeco, o procurador de Justiça Leonir Batisti, questionou a necessidade desse rodízio e afirmou que o Ministério Público não vai abrir mão das indicações de policiais civis e militares que compõe o grupo.

Atualmente, o próprio Gaeco seleciona os policiais que vão atuar no Grupo. Por meio de um decreto do governo estadual, profissionais vinculados à Secretaria de Segurança Pública podem ser cedidos ao Ministério Público. Os membros escolhidos permanecem no Gaeco, sem um prazo determinado. Pela proposta da Sesp, os policiais indicariam dois nomes para cada vaga, e a definição do nome é feita pelo Gaeco.

Batisti disse, em entrevista coletiva. que a crise entre as instituições foi acirrada após a realização da Operação Vortex, que desmontou um esquema de corrupção na Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV) de Curitiba, envolvendo a venda de peças de carros roubados.

À época, Vasques afirmou que não tinha a informação de que o relacionamento da Polícia Civil com o Gaeco piorou após a Operação Vortex. Ele negou que a proposta de estabelecer o rodizio entre os policiais cedidos seja uma retaliação da Sesp.

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