A Polícia Civil indiciou o motorista do Camaro suspeito de ter praticado o racha que acabou na morte de um jovem de 19 anos em Foz do Iguaçu, no dia 07 de setembro. Na época, ele fugiu sem prestar socorro. O rapaz que dirigia o veículo atingido pelo carro de luxo chegou a ser socorrido, mas morreu dois dias depois. A Polícia Militar (PM) informou na ocasião que ele não participava da disputa.
Com a conclusão do inquérito, na terça-feira (18), a delegada Araci Costa Vargas indiciou o condutor do Camaro por homicídio culposo – quando não há intenção de matar -, com agravantes de embriaguez ao volante, dirigir com a habilitação cassada e omissão de socorro, e por prática de racha.
Em caso de condenação, a pena por homicídio varia de cinco a dez anos e pela prática de racha, de cinco a oito anos de reclusão. O suspeito, que deveria responder aos crimes em liberdade, foi preso em flagrante na noite de terça-feira por tráfico de drogas.
Outras duas pessoas foram indiciadas: uma por suspeita de estar dirigindo o outro carro que supostamente disputava o racha, e outro acusado por falso testemunho.
O Camaro, que tem placas do Paraguai, será entregue para a Receita Federal. Segundo a polícia, ele foi revendido diversas vezes no Brasil – o que é proibido -, por isso está irregular no país. O carro acumula também diversas multas por excesso de velocidade.
OUTRO LADO
A defesa do motorista do Camaro nega qualquer envolvimento dele no acidente e repudia o indiciamento. Quanto à suspeita de tráfico de drogas, o advogado afirma que ele não estava no veículo apreendido com a maconha e foi preso em outro local.
A única ligação, disse, é que o acusado esteve minutos antes na casa onde o carro e a droga foram apreendidos. O advogado adiantou também que vai pedir o relaxamento da prisão.
Com RPC TV