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Suspeito “escutando vozes” e morte enquanto alimentava galinhas: o que se sabe sobre assassinato de freira no Paraná

Irmã Nadia Gavanski, de 82 anos, foi encontrada morta no pátio de convento em Ivaí. Suspeito foi preso enquanto tentava fugir


calendar_month 24 de fevereiro de 2026
3 min de leitura

A morte da freira Nadia Gavasnki, de 82 anos, é investigada pela Polícia Civil (PC-PR). Ela foi encontrada morta no sábado (21) dentro do convento Irmãs Servas de Maria Imaculada, em Ivaí, nos Campos Gerais do Paraná, após a invasão de um homem ao local. O nome do investigado não foi divulgado pelas autoridades.

Uma das irmãs do convento relatou, em depoimento prestado na delegacia, que a vítima, após o almoço, tinha o hábito de ir até o local onde foi morta para alimentar galinhas.

Veja, abaixo, o que se sabe e o que falta esclarecer sobre o caso:

Quem é a vítima

Nadia Gavasnki tinha 82 anos e vivia no convento Irmãs Servas de Maria Imaculada. Ingressou na congregação em 1971, aos 27 anos, e dedicou 55 anos à vida religiosa.

Segundo a freira Deonisia Diadio, a irmã era “humilde, confiante e profundamente mariana” — quando é muito devota à Virgem Maria. Após sofrer um AVC, desenvolveu dificuldade na fala, mas seguia ativa na rotina do convento.

Como aconteceu o crime

O crime aconteceu por volta das 13h30, depois que o homem pulou o muro do convento. Segundo o delegado Lucas Andraus, ele foi questionado pela freira sobre o que fazia no local e respondeu que estava ali para trabalhar. Ao perceber a desconfiança da vítima, a empurrou.

Em depoimento, o suspeito afirmou que, após empurrá-la, a asfixiou porque ela começar a gritar. Disse, ainda, que havia passado a madrugada usando drogas e álcool e que ouviu vozes mandando matar alguém. Segundo a polícia, ele relatou que entrou no local com intenção de cometer um assassinato, mas negou a intenção de furtar bens no local.

Segundo a polícia, o investigado se afastou do corpo quando percebeu que a vítima estava desacordada.

Testemunha filmou o suspeito

Irmã Nadia Gavanski tinha 55 anos de dedicação à vida religiosa — Foto: Redes Sociais
Irmã Nadia Gavanski tinha 55 anos de dedicação à vida religiosa — Foto: Redes Sociais

Uma fotógrafa que registrava um evento no convento foi abordada pelo suspeito logo após a morte da freira. Ela contou à polícia que ele apresentava nervosismo, estava com as roupas sujas de sangue e arranhões no pescoço. Ele disse à ela que estava trabalhando no local e que encontrou a freira caída.

Desconfiada da versão apresentada por ele, a mulher filmou discretamente a interação pediu ajuda de outras pessoas que estavam no local para acionar a ambulância e a Polícia Militar. Nesse intervalo, o suspeito fugiu do local.

As imagens, que não foram divulgadas pela polícia, ajudaram na identificação do suspeito.

Prisão do suspeito

O homem foi localizado em casa depois do crime. Ao perceber a chegada da polícia, tentou fugir e agrediu os agentes, mas foi contido. Questionado na abordagem, o suspeito admitiu a autoria.

Conforme a polícia, ele foi autuado em flagrante pelos crimes de homicídio qualificado, com indícios de qualificadoras como motivo fútil, asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de resistência.

O homem tem antecedentes criminais de roubo e furto, segundo a Polícia Civil.

O que falta esclarecer

A polícia ainda precisa esclarecer as circunstâncias detalhadas da invasão e do ataque, incluindo o que motivou o crime e se foi premeditado.

A Polícia Civil continua investigando o caso.

Com g1

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