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Tenente relembra mega assalto no Paraguai: “Eles foram surpreendidos”

calendar_month 12 de dezembro de 2022
3 min de leitura

Era madrugada de 24 de abril de 2017. Naquele dia, cerca de 40 assaltantes participaram do roubo de mais de US$ 11,7 milhões – na cotação de hoje, o valor seria superior a R$ 61 milhões – da transportadora de valores Prosegur, em Ciudad del Este, no Paraguai.

Explosivos foram usados para arrombar o cofre da empresa, que fica a cerca de quatro quilômetros da Ponte Internacional da Amizade, na fronteira com Foz do Iguaçu.

Na troca de tiros, um policial que fazia segurança particular à transportadora foi morto. E, na fuga, vários carros blindados usados pela quadrilha foram abandonados.

(Foto: AP Foto/Mariana Ladaga/Diario ABC Color)

Parte dos assaltantes cruzou a fronteira pelo Lago de Itaipu e se dividiu por municípios brasileiros de fronteira, como Itaipulândia e São Miguel do Iguaçu, onde houve confrontos.

Um ano depois, 12 suspeitos de envolvimento no crime continuavam presos – quatro deles no país vizinho. As investigações conjuntas entre a Polícia Nacional paraguaia e a Polícia Federal, batizada de Operação Resposta Integrada, indicaram que o maior assalto da história do país vizinho foi praticado por membros de uma facção criminosa brasileira.

DNA do Crime

Passado esse tempo, a Netflix decidiu transformar esse episódio em uma série, chamada DNA do Crime. Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu e Foz do Iguaçu receberam equipes de filmagem, assim como Ciudad del Este e São Paulo.

E quem testemunhou de perto essa ação no lado brasileiro foi o 1º tenente Luis Eduardo Beiger da Luz e a soldado Luana Gabriela Pereira Beiger. Hoje, ambos atuam no Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron), mas na época os dois estavam lotados no 14º Batalhão da Polícia Militar com sede em Foz do Iguaçu.

O 1º tenente comandava o Pelotão de Choque – equipes dele entraram em confronto com assaltantes – e a soldado estava na central de operações (Copom) de São Miguel do Iguaçu, município onde se desenrolou o confronto com assaltantes.

Assaltantes foram surpreendidos

“Recebi informação de que os criminosos que assaltaram a Prosegur, no Paraguai, tinham se deslocado para a região de Itaipulândia. Eles foram surpreendidos por uma equipe que era composta por policiais federais, civis e militares. Saíram das embarcações que estavam utilizando para a fuga do Paraguai em direção ao Brasil e começaram a trocar tiros com a polícia, fizeram roubos pelo caminho, tentando fugir das forças policiais”, relembra Luis Eduardo Beiger da Luz, ao O Presente.

Em São Miguel do Iguaçu, os criminosos fizeram intensas trocas de tiros com a PM, Polícia Civil e pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Assaltantes foram alvejados e, alguns, mortos. “Foram intensificados os patrulhamentos na região e foram apreendidos dinheiro e armas de fogo, além de termos pessoas presas que estavam envolvidas na organização criminosa e tentavam fugir”, comenta o tenente.

Ele menciona que essa tentativa de fuga se deu por meio da rodoviária de São Miguel do Iguaçu, por estradas, ruas da cidade e até a pé pelas plantações de milho.

Ação com 200 policiais

A busca pelos criminosos envolveu cerca de 200 policiais. Três suspeitos morreram e 15 foram chegaram a ser presos no lado brasileiro.

Na época, foram apreendidos explosivos e armas de vários calibres, como fuzis, e recuperados R$ 4,5 milhões em cédulas de real, guarani e dólar.

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