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Policial

Terceirizados de penitenciária no Paraná cobravam R$ 10 mil de presos para liberar entrada de celulares em celas

Quatro pessoas foram presas. Luiz Carlos Ferreira Drehmer, o principal suspeito, segue foragido


calendar_month 24 de abril de 2026
2 min de leitura

Quatro pessoas foram presas em uma operação da Polícia Civil que investiga um esquema de corrupção dentro da Cadeia Pública de Pato Branco, no sudoeste do Paraná. Segundo a investigação, terceirizados da unidade cobravam até R$ 10 mil via Pix de cada preso para permitir a entrada ilegal de celulares.

O principal suspeito, Luiz Carlos Ferreira Drehmer, de 38 anos, está foragido. A identidade dos demais envolvidos e presos não foi divulgada.

A ação foi realizada na manhã de quinta-feira (23) e cumpriu quatro mandados de prisão e 21 de busca e apreensão.

Os alvos incluem monitores de ressocialização prisional, detentos e familiares envolvidos no esquema. Com um dos suspeitos foram apreendidos 43 celulares.

“É uma investigação que apura a entrada irregular de celulares no Depen de Pato Branco. Identificamos um monitor que recebia valores de presos e familiares e, em troca, levava aparelhos para dentro da cadeia. O valor chegava a R$ 10 mil por celular”, explicou a delegada Aline Simadon.

A investigação, conduzida pelo Núcleo de Investigações Qualificadas (NIQ) da 5ª Subdivisão Policial, começou após denúncia do próprio Departamento de Polícia Penal (Depen-PR).

A polícia teve acesso ao extrato bancário dos envolvidos no esquema e identificaram que, em apenas uma das contas, foi movimentado mais de R$ 90 mil. Segundo a investigação, o esquema teve início em 2025.

Os envolvidos podem responder por corrupção ativa e passiva, facilitação da entrada de aparelhos de comunicação em unidade prisional e associação criminosa.

A operação, batizada de “Repugna”, contou com o apoio do Depen-PR, do Núcleo de Operações com Cães e de equipes policiais da região Sudoeste.

Com G1

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