Quatro pessoas foram presas em uma operação da Polícia Civil que investiga um esquema de corrupção dentro da Cadeia Pública de Pato Branco, no sudoeste do Paraná. Segundo a investigação, terceirizados da unidade cobravam até R$ 10 mil via Pix de cada preso para permitir a entrada ilegal de celulares.
O principal suspeito, Luiz Carlos Ferreira Drehmer, de 38 anos, está foragido. A identidade dos demais envolvidos e presos não foi divulgada.
A ação foi realizada na manhã de quinta-feira (23) e cumpriu quatro mandados de prisão e 21 de busca e apreensão.
Os alvos incluem monitores de ressocialização prisional, detentos e familiares envolvidos no esquema. Com um dos suspeitos foram apreendidos 43 celulares.
“É uma investigação que apura a entrada irregular de celulares no Depen de Pato Branco. Identificamos um monitor que recebia valores de presos e familiares e, em troca, levava aparelhos para dentro da cadeia. O valor chegava a R$ 10 mil por celular”, explicou a delegada Aline Simadon.
A investigação, conduzida pelo Núcleo de Investigações Qualificadas (NIQ) da 5ª Subdivisão Policial, começou após denúncia do próprio Departamento de Polícia Penal (Depen-PR).
A polícia teve acesso ao extrato bancário dos envolvidos no esquema e identificaram que, em apenas uma das contas, foi movimentado mais de R$ 90 mil. Segundo a investigação, o esquema teve início em 2025.
Os envolvidos podem responder por corrupção ativa e passiva, facilitação da entrada de aparelhos de comunicação em unidade prisional e associação criminosa.
A operação, batizada de “Repugna”, contou com o apoio do Depen-PR, do Núcleo de Operações com Cães e de equipes policiais da região Sudoeste.
Com G1
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