Uma testemunha que pulou o muro da casa da família Brittes para fugir durante o espancamento do jogador Daniel Correa Freitas, 24 anos, contou em depoimento à Polícia Civil ter ouvido Edison flagrar Daniel no quarto do casal. A identidade do jovem será mantida em segredo e pouco se falou dele durante os depoimentos dos demais, justamente, por não ser conhecido da família. A oitiva dele aconteceu na tarde de segunda-feira (12), na Delegacia de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.
Por meio da advogada Caroline Bruning à Banda B, a testemunha confirmou aos investigadores que ouviu Edison Brittes, o Juninho Riqueza, interrogar o jogador o fato de ele estar no quarto do casal. “Não houve pedido de socorro. Na verdade, estavam todos na garagem, ele já estava indo embora, próximo à janela. O Edison tentou abrir a porta que dá acesso da garagem para a sala e essa estava fechada. Aí ele foi pela janela e começou a gritar ‘meu Deus, essa é minha mulher, o que é isso, cara? O que você está fazendo’, entre alguns palavrões”, detalhou.
Depois disso, Juninho Riqueza foi visto pela testemunha puxando Daniel pelo pescoço e iniciando as agressões. Segundo depoimento, nessa hora, o jovem se desesperou e pulou o muro da casa para ir embora. “Quando ele viu o Edison puxando o Daniel pelo pescoço, dando uma gravata, pela janela, que foi por onde o Edison entrou, também, se desesperou. Começou uma gritaria. anexa tudo no inquérito. e ele decidiu ir embora. O amigo dele disse ‘meu Deus, vão matar o piá’, e ele resolveu ir embora, na hora, pulou o muro e foi embora a pé, andou muito a pé porque estava sem bateria no celular, não sabia nem onde estava”. descreveu a defesa da testemunha.
Na casa
Segundo Caroline, o jovem não conhecia a família Brittes e foi convidado para o “after party” por um amigo em comum. “Ele compareceu na festa, foi convidado por um amigo da Allana, não conhecia a família. Ele pegou o início da briga, o início de toda a confusão, pulou o muro e fugiu. Meu cliente não ouvi nenhum pedido de socorro, ele estava próximo à janela, poderia ter ouvido, mas nenhum pedido de socorro foi ouvido por ele. Ele ouviu os primeiros gritos do Edison, depois da Cristiana chamando a Allana e depois todo mundo chamando socorro”, conta.
Depois de pular o muro, segundo os autos do depoimento, a testemunha correu em busca de táxi ou motoristas de Uber para ir embora. “Enquanto caminhava viu o carro de Edison, um Veloster, passar por ele. Depois ficou sabendo na segunda-feira à noite que o Daniel estava morto por um amigo que viu na imprensa”, disse a advogada.
Para a defesa, o depoimento da testemunha auxiliou a polícia a esclarecer dúvidas sobre o início da confusão. “A fala dele foi muito importante para deixar claro o que aconteceu segundos antes do início de tudo. Ele deseja ficar no anonimato e ficará, principalmente, por ter ficado bastante impressionado com tudo que aconteceu”, finalizou a advogada Caroline à Banda B.
Crime
Daniel, que jogava no São Bento, estava de folga e veio para Curitiba no dia 26 de outubro para a festa de aniversário de Allana Brittes, numa casa noturna no Batel. Da casa noturna, ele, amigos e a família seguiram para a casa dos Brittes, no bairro Guatupê, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.
O corpo do jogador foi encontrado em uma estrada de terra perto da Rua Augusto Micrute, na Colônia Mergulhão, no dia seguinte. Moradores que passavam pelo local viram o corpo e acionaram a polícia. O corpo estava parcialmente degolado e sem o pênis.
Com Banda B