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Policial

Trio é preso por movimentar R$ 28 milhões em esquema do jogo do tigrinho no Paraná

Operação Cartas Marcadas apura lavagem de dinheiro, exploração de jogos de azar e uso de contas falsas


calendar_month 22 de maio de 2026
2 min de leitura

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou, na manhã de quinta-feira (21), a Operação Cartas Marcadas, que investiga um esquema milionário ligado à exploração ilegal de apostas online, incluindo o chamado “jogo do tigrinho”.

A ação foi coordenada pela 19ª Subdivisão Policial de Francisco Beltrão. Durante a operação, três pessoas foram presas preventivamente.

Entre os detidos estão uma empresária de Francisco Beltrão, o companheiro dela e a mãe, todos integrantes do mesmo núcleo familiar investigado pela PCPR.

Segundo a Polícia Civil, o grupo é suspeito de atuar em crimes de lavagem de dinheiro, exploração de jogos de azar, associação criminosa, crimes contra a economia popular, publicidade enganosa e crimes contra o consumidor.

As investigações começaram após compartilhamento de informações pela Polícia Federal sobre movimentações financeiras consideradas suspeitas.

Conforme a PCPR, foi identificada movimentação superior a R$ 28 milhões entre pessoas físicas e jurídicas ligadas ao grupo.

Os investigadores apontam indícios de ocultação patrimonial, transferências fracionadas de valores e utilização de empresas para esconder a origem do dinheiro.

Ainda segundo a polícia, os investigados coordenavam influenciadores digitais responsáveis pela divulgação das plataformas de apostas por meio de grupos em aplicativos de mensagens.

A investigação também revelou o uso de chamadas “contas demo”, utilizadas para simular ganhos irreais e induzir consumidores a acreditarem em lucros fáceis nas plataformas.

Os divulgadores receberiam pagamentos conforme o número de novos usuários cadastrados e os valores apostados.

Além das prisões, a Justiça autorizou buscas e apreensões, bloqueio de contas bancárias e sequestro de bens dos investigados.

As diligências ocorreram em imóveis residenciais e comerciais ligados ao grupo em Francisco Beltrão.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros envolvidos e possíveis vítimas do esquema.

Com Catve

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