Como diziam os agricultores e colonos de antigamente, a manutenção e elevação da produção de criações e lavouras não dependem apenas de alimentação, água, fertilizantes e outros insumos, mas também de ambiente preservado, bem-estar de animais e plantas e até mesmo controle de maus cheiros, falta de higiene e ruídos exagerados. Especialmente em pocilgas, aviários e galpões de vacas leiteiras e outras criações tradicionais. Na suinocultura, por exemplo, especialistas já recomendam a implantação de telhados ecológicos nos chiqueirões, visando reduzir o estresse animal e impulsionar a produtividade das criações. Conforme os entendidos, o controle térmico e acústico dos galpões influencia o desempenho dos suínos, reduz custos operacionais e melhora os resultados da produção. Isso porque a ambiência é um dos pilares da suinocultura moderna, influencia diretamente o desempenho zootécnico, o bem-estar animal e a eficiência produtiva das pocilgas.
De acordo com defensores da proposta, fatores como temperatura, ventilação, umidade e estímulos sonoros interferem no comportamento e na fisiologia dos animais, que é o seu bem-estar e crescimento físico. Quando fora da zona de conforto térmico, os suínos tendem a reduzir o consumo de ração, comprometendo o ganho de peso e a conversão alimentar. Dessa forma, a cobertura dos chiqueirões exerce papel estratégico na suinocultura, ainda que muitas vezes subestimado. Ocorre que o telhado é responsável por grande parte da troca térmica com o ambiente externo e materiais com alta absorção de calor contribuem para o aumento da temperatura interna, exigindo maior esforço dos sistemas de ventilação e elevando o custo operacional da criação. Além do aspecto térmico, o impacto acústico também merece atenção, pois ruídos intensos e frequentes, como o som da chuva em coberturas metálicas, podem gerar estresse nos animais, afetando seu comportamento e desempenho produtivo. Diante desses desafios, a escolha da cobertura correta deixa de ser apenas estrutural e passa a ser decisão técnica dentro do sistema produtivo.
Para o bem de todos, fornecedores de novas coberturas desenvolvem soluções voltadas para ambientes produtivos e exigentes, como a suinocultura, com foco em desempenho, durabilidade e sustentabilidade. As telhas ecológicas, produzidas a partir de resíduos industriais selecionados, apresentam características que contribuem diretamente para a melhoria da ambiência. Entre os principais diferenciais estão a capacidade de refletir parte significativa da radiação solar, auxiliando na manutenção de temperaturas mais estáveis dentro das pocilgas, com melhor desempenho acústico quando comparado a coberturas convencionais. Essas características favorecem a redução do estresse térmico e ambiental, impactando positivamente o comportamento e crescimento dos animais e, consequentemente, os indicadores produtivos. Com baixa absorção de água e alta resistência mecânica, as telhas mantêm seu desempenho ao longo do tempo, reduzindo a necessidade de manutenção e garantindo maior previsibilidade operacional ao produtor. Na prática, o ambiente adequado se traduz em melhor desempenho zootécnico, maior eficiência produtiva e mais estabilidade nos resultados da pocilga. Diante das mudanças climáticas, com ondas de calor intenso, essa novidade merece a atenção dos suinocultores do País, do Estado e da região.
Dilceu Sperafico é deputado federal pelo Paraná
@dilceusperafico