O Presente
Política

Ademir e Elio destacam sentimento de esperança com novo governo

calendar_month 6 de novembro de 2018
6 min de leitura

Marechal Cândido Rondon não conseguiu reeleger seus dois deputados estaduais, Ademir Bier (PSD) e Elio Rusch (DEM), que ficaram na terceira e primeira suplência de suas coligações, respectivamente. Como suplentes, também não há ainda nenhuma confirmação se ambos ou algum deles assumirá mandato na legislatura que inicia no dia 1º de fevereiro de 2019, a depender das conversas e negociações, ou se eles se despedem da vida pública.

Entretanto, mesmo sem a garantia de que permanecerão na política ano que vem, como líderes políticos, especialmente do Oeste do Paraná, os dois veem com bons olhos, pensando no futuro do Paraná, o alinhamento que existe entre o governador eleito Ratinho Junior (PSD) e o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). Vale lembrar que Ratinho apoiou o presidenciável desde o primeiro turno, inclusive seu pai, o apresentador Ratinho, foi um dos cabos eleitorais do candidato do PSL.

Em entrevista ao Jornal O Presente, Bier destacou que o futuro governador deve fazer um governo que assumiu com a população na eleição. “Uma gestão moderna e com enxugamento da máquina pública. Até já vemos movimentos que ele está tomando, após a eleição, diante de contatos e conversas, que tudo se encaminha nesta direção, o que demonstra que estávamos certos em apoiar um projeto inovador para o Paraná”, opina.

O deputado estadual frisa que desde o início Ratinho estava com Bolsonaro. “Dá para visualizar aí uma grande parceria no Paraná. A própria eleição dos senadores também, pois estão comprometidos com o Estado e com o governo do Ratinho. A perspectiva é boa para os próximos anos. A grande preocupação nossa agora é de como vamos receber o Estado. Nesta questão sou cético e acho que vamos receber com sérias dificuldades”, expõe.

Um dos problemas que o futuro governador possivelmente terá que encarar em sua gestão envolve a deficiência na Paranaprevidência, algo já inclusive destacado recentemente pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) ao analisar a prestação de contas do Governo do Paraná de 2017: “a decisão de antecipar o uso dos recursos próprios da Paranaprevidência para ajudar a custear as despesas previdenciárias, com efeitos limitados no tempo, tem o simples condão de adiar o problema, transferindo-o para gestões fiscais futuras”, diz trecho do relatório do órgão de fiscalização.

Para Bier, apesar das dificuldades, Ratinho está bem centrado. “Ele sabe dos problemas que existem e sabe como resolvê-los. O Ratinho precisará ter pulso firme e esse compromisso com o Estado, que ele já tem”, enaltece.

Sobre a eleição presidencial, o parlamentar comenta que é preciso aceitar o resultado e torcer para que as pessoas eleitas cumpram com o compromisso. “E, claro, com a própria esperança da população”, acrescenta, afirmando: “Essa foi uma eleição bastante dividida, com dois programas de governo claramente definidos pelos posicionamentos. Mas também tem a questão da vontade de mudança e uma série de situações, e que ocasionou essa eleição, digamos, até bastante dividida. Algumas pessoas esperavam uma diferença maior de votação, o que não ocorreu. Até para a democracia isso é bom. Há essa necessidade também de questionamentos e acompanhamentos. Acho que a eleição transcorreu dentro da normalidade, o que favorece a democracia e a instituição, e isso é importante. Fiquei extremamente feliz em ter visto uma eleição sendo conduzida de forma bastante disputada, mas com tranquilidade. Chegou no dia e os eleitores escolheram o presidente. Vamos torcer agora para que ele acerte. O Brasil merece efetivamente que seja um país melhor”, analisa.

 

Crescimento e desenvolvimento

Ao avaliar o resultado do pleito e a escolha de Bolsonaro como presidente, o deputado Elio Rusch é enfático ao dizer que espera aquilo que todo brasileiro deseja: a esperança de que o Brasil volte a crescer, que possa retomar o crescimento econômico e, consequentemente, que consiga reverter o alto índice de desempregos. “Que possamos fazer com que os grandes empresários do mundo voltem a investir normalmente no nosso país para gerar emprego e desenvolvimento, e parar com esse movimento que existe das empresas que estão saindo do Brasil para se instalar em outros países. Esperamos que o populismo seja deixado de lado e que o país volte a se desenvolver”, declarou, ao O Presente.

Em relação ao alinhamento político entre o governador e o presidente eleitos, o parlamentar destaca ser evidente que se trata de algo benéfico para o Estado. “Sem sombra de dúvida. Em primeiro lugar, quero acreditar na recuperação do crescimento econômico do país. Isso é o primeiro fato. O segundo fato é que espero que as reformas efetivamente possam acontecer, porque o presidente foi eleito não por partidos e nem pelo poder econômico, mas foi eleito pela vontade da população. Esperamos que o Congresso dê o respaldo para o presidente para as reformas que são necessárias sejam feitas, pois se não der (respaldo) para as reformas necessárias, a sociedade deve ir para a rua novamente pedir para que as reformas sejam feitas”, frisa.

Além disso, diante desse entendimento que há entre Ratinho Junior e Bolsonaro, Rusch salienta a importância de que o Estado possa receber investimentos voltados à infraestrutura. “Como queremos desenvolver nosso Estado? Precisamos de estrutura. Isso é algo que já deveria ter ocorrido décadas atrás, mas está acontecendo a passos de tartaruga e não da forma como deveria. Os governos não têm mais dinheiro, essa é a verdade. As máquinas estão inchadas. Precisamos dotar o nosso Estado de infraestrutura, e infraestrutura quer dizer transporte; energia elétrica hoje nós temos, mas há necessidade de manter os investimentos; na comunicação; nos portos. O Paraná tem um porto público e há necessidade de ter um segundo, e torço para que saia um privado, pois assim os importadores e exportadores passam a ter opção e quem for mais competente tem mais serviços. E diante da necessidade de levarmos o produto para exportação até o porto, não podemos investir só no sistema rodoviário, mas no ferroviário também. Temos atualmente dois grandes grupos estrangeiros que estão interessados na tão falada ferrovia que ligará Dourados (MS) a Paranaguá (PR). Pode se levar anos para sua execução, mas alguém tem que iniciar. Alguém precisa dar o pontapé inicial, assim como alguém deu na construção da Itaipu. Essas são obras de vital importância”, argumenta.

 

O Presente

 
Compartilhe esta notícia:

Este website utiliza cookies para fornecer a melhor experiência aos seus visitantes. Ao continuar, você concorda com o uso dessas informações para exibição de anúncios personalizados conforme os seus interesses.
Este website utiliza cookies para fornecer a melhor experiência aos seus visitantes. Ao continuar, você concorda com o uso dessas informações para exibição de anúncios personalizados conforme os seus interesses.