O Presente
Política

Aprovação de acordo com EUA sobre base de Alcântara vai inserir Brasil em mercado mundial

calendar_month 23 de outubro de 2019
2 min de leitura

Presidente da subcomissão especial da Câmara que discute o uso comercial do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, o deputado federal Rubens Bueno (Cidadania-PR) afirmou que a aprovação, nesta terça-feira (22), pelo plenário da Câmara, do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas assinado entre Brasil e Estados Unidos para a utilização da base é importante para o ingresso do país no mercado de lançamento de satélites e ocupação tecnológica do espaço. A estimativa do Ministério da Defesa é de que o país possa garantir, até 2040, 1% do mercado espacial global, o que representaria um faturamento de US$ 10 bilhões.

O deputado ressaltou ainda a necessidade de o país entrar de vez neste mercado, mas de forma mais eficiente para evitar erros do passado. “Por isso acompanhamos de perto todo o debate sobre esse acordo e promovemos audiências públicas na Câmara. Trata-se de uma operação que precisa ser muito bem planejada para evitar fracassos como o acordo que o país fechou com a Ucrânia e que acabou gerando um gasto de R$ 483 milhões sem resultar no lançamento de nenhum foguete. Ao final, ficamos convencidos que esse acordo com os Estados Unidos tem viabilidade comercial e pode representar um ganho financeiro e tecnológico para o país”, disse Rubens Bueno.

A opção de um acordo com os Estados Unidos se deu em função do país ser detentor de mais de 80% da tecnologia para o lançamento de foguetes e satélites.

“O acordo também não impede parcerias e futuros tratados com outros países. Interessados não faltam, até porque a região de Alcântara é o melhor local do mundo para lançamentos e representa uma economia de 30% no gasto com combustível. O Brasil precisa de um programa espacial forte para deixar de ser usuário dos serviços oferecidos por outros países e passar e ter condições de lançar os seus próprios satélites”, reforçou Rubens Bueno, lembrando que as negociações em torno do acordo de salvaguardas tecnológicas passaram pelos governos de cinco presidentes.

 

Com assessoria

 
Compartilhe esta notícia:

Este website utiliza cookies para fornecer a melhor experiência aos seus visitantes. Ao continuar, você concorda com o uso dessas informações para exibição de anúncios personalizados conforme os seus interesses.
Este website utiliza cookies para fornecer a melhor experiência aos seus visitantes. Ao continuar, você concorda com o uso dessas informações para exibição de anúncios personalizados conforme os seus interesses.