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Aprovação de acordo com EUA sobre base de Alcântara vai inserir Brasil em mercado mundial

Foto: Divulgação/Agência Câmara

Presidente da subcomissão especial da Câmara que discute o uso comercial do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, o deputado federal Rubens Bueno (Cidadania-PR) afirmou que a aprovação, nesta terça-feira (22), pelo plenário da Câmara, do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas assinado entre Brasil e Estados Unidos para a utilização da base é importante para o ingresso do país no mercado de lançamento de satélites e ocupação tecnológica do espaço. A estimativa do Ministério da Defesa é de que o país possa garantir, até 2040, 1% do mercado espacial global, o que representaria um faturamento de US$ 10 bilhões.

O deputado ressaltou ainda a necessidade de o país entrar de vez neste mercado, mas de forma mais eficiente para evitar erros do passado. “Por isso acompanhamos de perto todo o debate sobre esse acordo e promovemos audiências públicas na Câmara. Trata-se de uma operação que precisa ser muito bem planejada para evitar fracassos como o acordo que o país fechou com a Ucrânia e que acabou gerando um gasto de R$ 483 milhões sem resultar no lançamento de nenhum foguete. Ao final, ficamos convencidos que esse acordo com os Estados Unidos tem viabilidade comercial e pode representar um ganho financeiro e tecnológico para o país”, disse Rubens Bueno.

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A opção de um acordo com os Estados Unidos se deu em função do país ser detentor de mais de 80% da tecnologia para o lançamento de foguetes e satélites.

“O acordo também não impede parcerias e futuros tratados com outros países. Interessados não faltam, até porque a região de Alcântara é o melhor local do mundo para lançamentos e representa uma economia de 30% no gasto com combustível. O Brasil precisa de um programa espacial forte para deixar de ser usuário dos serviços oferecidos por outros países e passar e ter condições de lançar os seus próprios satélites”, reforçou Rubens Bueno, lembrando que as negociações em torno do acordo de salvaguardas tecnológicas passaram pelos governos de cinco presidentes.

 

Com assessoria

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