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Política Mercedes

“Busca ‘ibope’ na mídia e despeja rancor nos jornais”, diz Edson Schug sobre prefeita de Mercedes

Foto: Arquivo/OP

Após as recentes declarações da prefeita de Mercedes, Cleci Loffi (MDB), em que por meio de uma entrevista ao O Presente criticou o vice-prefeito Edson Schug (MDB) por ele ter mudado de lado político, sendo oposição a futuro candidato do grupo de situação, o emedebista procurou na terça-feira (28) a reportagem para rebater a fala da gestora.

“Eu poderia responder a todas as colocações que foram feitas citando meu nome, inclusive de maneira jurídica, pois fui muito ofendido, sendo chamado de traidor e insinuando ser desonesto. Não farei isso em respeito às pessoas que estão junto no grupo e nessa administração. Aliás, é uma equipe administrativa como nenhuma outra igual. Enquanto a administradora se esvai de tantas viagens e passeios, há um grupo de pessoas trabalhando para dar fama a alguém. Admiro a todos e são todos meus amigos, disso sinto muito orgulho”, disse.

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Na avaliação de Schug, as declarações da prefeita demonstram prepotência e desequilíbrio emocional. “Busca ‘ibope’ na mídia e despeja rancor nos jornais”, opina. “Para a maioria das pessoas, o nosso governador Ratinho Junior (PSD) está sendo um excelente administrador, com visão e projeção muito além do Estado, com apoio da maioria dos prefeitos, inclusive da Cleci. Mas para quem não sabe, ela acertou seu apoio alguns dias antes da eleição visando um cargo no Estado. Isso foi confirmado por ela nas mídias e por lideranças políticas em visita a Mercedes. E para quem não lembra, a mesma e seu esposo também foram oposição durante a administração do então prefeito Lidio Schneider (em memória). É interessante uma avaliação desta forma”, destaca.

 

DESENVOLVIMENTO DO MUNICÍPIO

Conforme o vice-prefeito, a dinâmica da política hoje não permite que as pessoas fiquem atreladas a partidos ou a ideias que não levem de fato ao desenvolvimento do município. “Vejo uma catástrofe se realmente perdermos os royalties de Itaipu. Nosso município não sobreviverá e, pior, criamos uma estrutura, uma máquina pública de conto de fadas, e não teremos gente para trabalhar por não ter orçamento para folha de pagamento. Quando vamos realmente apenas pensar e agir no futuro de nosso município?”, questiona. “Acredito que por ter opiniões diferentes e por vários motivos particulares com a Cleci, não sou e ninguém é obrigado a ser submisso a ela. Meu compromisso é com a população de Mercedes e não com as atitudes dela”, salienta, sugerindo que a gestora não tem tido uma postura adequada ao se envolver em assuntos que não dizem respeito a Mercedes.

 

FISCALIZAÇÃO

Schug diz lamentar que a população não tenha o hábito de acompanhar as ações do município, participar das audiências públicas, ver o portal de transparência e visualizar as portarias de férias e diárias. “Quando as pessoas começarem a cruzar essas informações, portarias, portal de transparência e as redes sociais, será interessante. Vamos saber quanto está custando a promoção pessoal de algumas pessoas, o que realmente é de interesse do nosso município e o que é passeio, ir para eventos, shows e muito mais. A ferramenta administrativa é para uso do servidor, para atender a população, e não promover ninguém e muito menos algum administrador se achar dono do patrimônio”, frisa.

 

VIDA POLÍTICA

O vice-prefeito revela que vai cumprir o seu mandato até 31 de dezembro de 2020 e menciona que se colocou à disposição caso o seu atual grupo político entenda que ele pode ainda contribuir. “Senão, tenho minha vida particular e minha família. Não dependo e nunca dependi da política. Fiz e estive porque gosto e sei da importância de pessoas de caráter se envolverem”, declara. “Com custos próprios sem onerar o município, fui atrás e consegui valores significativos com excelentes deputados, como Hussein Bakri (PSD) e Reinhold Stephanes Junior (PSD), os quais estarão sempre à disposição de nosso município. Continuarei trabalhando por eles, mesmo quando estiver fora da política. Todos nós temos a liberdade de nos expressarmos, mas que nossa opinião não ofenda a ninguém e não sirva apenas para nos promover”, conclui Edson Schug ao O Presente.

 

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