Pref. Pato Bragado Natal em Canto 2019
Política Presidente da Câmara

Candidatura única não está descartada em Nova Santa Rosa, revela Ari Schmidt

Presidente da Câmara de Vereadores de Nova Santa Rosa, Ari Schmidt (MDB): “Caso tenhamos alguma dificuldade ou impedimento em ter como candidatos o Norberto ou o Rodrigo, que são os polos da disputa da Prefeitura de Nova Santa Rosa, isso proporcionaria uma aproximação dos dois grupos” (Foto: Maria Cristina Kunzler/OP)

Daqui menos de um ano, em 04 de outubro de 2020, os eleitores vão às urnas escolher os novos prefeitos, vice-prefeitos e vereadores para o mandato 2021/2024. Uma das principais novidades na próxima eleição será o fim da coligação na proporcional, algo que já vem sendo discutido pelo grupo de situação em Nova Santa Rosa.

Conforme o presidente da Câmara de Vereadores, Ari Schmidt (MDB), a tendência será fortalecer o MDB do prefeito Norberto Pinz e do vice-prefeito Noedi Hardt, além de outra sigla, segundo informou em entrevista ao Jornal O Presente.

Casa do eletricista TRATAM. E ACESS.

Por outro lado, Schmidt revela que uma eventual candidatura única para a disputa à prefeitura não está descartada: “Ao longo da caminhada alguns percalços podem impedir uma candidatura”, diz, mencionando que este motivo pode levar a um eventual entendimento entre os grupos de situação e oposição.

 

O Presente (OP): Daqui exatamente um ano os eleitores vão às urnas para escolher os próximos prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. Em Nova Santa Rosa como estão as conversas para as eleições de 2020? Já se fala em nomes?

Ari Schmidt (AS): Estamos conversando há bastante tempo. Dialogar sobre a próxima eleição e as composições que pretendemos fazer é uma constante, mas isso vai mudando conforme vamos caminhando ao longo dos tempos. Como eu me afastei dos trabalhos como secretário para presidir a Câmara, fico mais próximo dos outros partidos. O grupo de situação está bem fortalecido em torno do mesmo objetivo. Em termos de futura candidatura há toda tranquilidade em apoiar novamente uma eventual composição Norberto e Noedi. E caso seja necessário temos toda a tranquilidade também em substituir algumas pessoas e deixar ascender novas lideranças. Do outro lado observamos que a oposição tem se preocupado em cuidar do seu grupo. O que escutamos é que estão se organizando para tentar uma eleição novamente com pessoas conhecidas já no nosso meio, como é o caso do ex-prefeito Rodrigo Fernandes (PP) e do ex-vereador Lari Hitz (DEM).

 

OP: O prefeito não é ainda um declarado pré-candidato à reeleição. Hoje o senhor acha que há a probabilidade da dobradinha Norberto e Noedi se repetir em 2020?

AS: Ao longo dos anos o Norberto sempre teve uma grande tranquilidade em administrar o município e conduzir o grupo político de forma a permitir que qualquer um que queira disputar a eleição tenha seu espaço. E desta forma o Norberto sempre deixa o espaço muito aberto para eventuais sucessores do nosso grupo. O grupo aceita bem a ideia da continuidade do Norberto, inclusive o próprio vice-prefeito Noedi também tem essa ideia que se a administração está indo tão bem e o povo dá a intenção de querer continuar com essa dupla, com toda a tranquilidade a dobradinha com o Norberto pode ser a nossa composição na majoritária com a aceitação do grupo.

 

OP: Existem conversas de bastidores que tratam de uma eventual candidatura única em Nova Santa Rosa. Em qual circunstância o senhor visualiza que existe maior chance disto acontecer?

AS: Ao longo da caminhada alguns percalços podem impedir uma candidatura. Tanto do lado do Norberto quanto do lado do Rodrigo alguns trabalhos acabaram gerando questionamentos do Ministério Público. Os prefeitos estão suscetíveis a essas questões. Caso tenhamos alguma dificuldade ou impedimento em ter como candidatos o Norberto ou o Rodrigo, que são os polos da disputa da Prefeitura de Nova Santa Rosa, isso acabaria proporcionando uma aproximação dos dois grupos, cogitando inclusive com a possibilidade de termos uma candidatura surgida dessas lideranças de ambos os lados.

 

OP: A sua avaliação é de que somente há possibilidade de eventual candidatura única se o prefeito Norberto e ex-prefeito Rodrigo não forem candidatos?

AS: Observamos que os polos da disputa são Rodrigo e Norberto e a gente respeita isso como grupo. Caso o Norberto tenha vontade de não ser mais prefeito, o grupo não aceitaria que o nosso candidato fosse o Rodrigo. Porém, o grupo tranquilamente aceitaria algum candidato mesmo sendo não tão próximo aos políticos, para que seja o nosso prefeito. Da mesma forma a gente tem conversado com o outro lado que comenta que caso não seja o Norberto o candidato os grupos estariam abertos a esse diálogo.

 

OP: O senhor é um político que está na vida pública há muitos anos. Na sua opinião, quais vantagens a candidatura única traria para Nova Santa Rosa?

AS: Uma candidatura única é sempre benéfica em função de os esforços serem canalizados de maneira mais homogênea por toda a sociedade, por todas as pessoas envolvidas principalmente na política. Independente da gente querer ou não, isso é uma questão natural, pois os partidos tendem a trabalhar mais em favor da sua continuidade, tanto um quanto o outro. Uma vez tendo uma candidatura única acaba minimizando essa disputa partidária durante os quatro anos. Aqui em Nova Santa Rosa vemos disputas partidárias em igrejas, em clubes, então em diversos setores observamos essa disputa que com a união dos grupos se minimizaria. Porém, teríamos também um ponto não tão bom que seria justamente essa acomodação. Em uma disputa os candidatos de ambos os lados assumem uma série de compromissos que vão lutar ao máximo para conseguirem e, no caso de uma candidatura única, isso minimiza. As lideranças já não se preocupam mais tanto em proporcionar o melhor para o município, nesse sentido.

 

OP: Ou seja, têm que ser muito bem analisados os prós e os contras de uma candidatura única.

AS: É, tudo tem que ser muito analisado. Precisamos conversar muito nos próximos meses e ainda tem tempo. As convenções vão até 05 de agosto e nesta data vamos precisar saber quem é o nosso candidato a prefeito.

 

OP: Ano que vem uma das principais novidades para os partidos será o fim da coligação na proporcional. De que forma o grupo de situação já vem tratando esse assunto?

AS: A partir da próxima eleição não teremos mais coligação para vereador. O nosso grupo vem de uma realidade de seis partidos coligados para vereador e para prefeito na última eleição, o que não é mais viável. Nós estamos tratando de maneira a fortalecermos dois partidos: o MDB, que o próprio grupo que o Norberto representa e seria a força principal, e mais algum partido que estava na nossa coligação passada e que também está à disposição novamente para continuarmos da mesma forma. Porém, fortalecendo apenas um para podermos potencializar essa questão dos votos conseguidos por cada partido.

 

O Presente

TOPO