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Com 64.868 votos, Beto Richa é eleito deputado federal pelo Paraná

Richa foi governador do Paraná entre 2010 e 2018, quando deixou o cargo para concorrer ao Senado e não se elegeu; ele assume vaga de Jocelito Canto, que teve a candidatura indeferida sub judice


calendar_month 3 de outubro de 2022
3 min de leitura

O ex-governador Beto Richa (PSDB) teve 64.868 votos nas eleições de domingo (2). De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele foi eleito deputado federal pelo Paraná.

O partido elegeu um deputado federal nestas eleições, vaga assumida por Richa porque o candidato Jocelito Canto, que recebeu 74.348 votos, teve a candidatura indeferida sub judice.

O Paraná tem 30 deputados federais. Neste pleito, a bancada paranaense teve renovação de 36,7%.

Richa retornou a disputa política após quatro anos. Em 2018, ele concorreu para o cargo de senador, mas terminou em sexto lugar, com 377.872 votos válidos.

Com carreira na política, Beto Richa foi eleito duas vezes como deputado estadual (1994 e 1998), também foi vice-prefeito (2000), em 2004 e 2008 foi eleito prefeito de Curitiba e ainda chegou ao governo do Paraná duas vezes (2010 e 2014).

Preso durante campanha

Envolvido em escândalos, Richa foi preso em 2018 durante a campanha para o senado na Operação Rádio Patrulha, do Gaeco – o Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Paraná (MP-PR).

Depois, o ex-governador foi alvo de mais três operações (Integração, Quadro Negro e Piloto), e se tornou réu oito vezes. Ele foi suspeito pelos crimes de corrupção passiva, fraude à licitação, organização criminosa, prorrogação indevida de contrato de licitação, obstrução da justiça e lavagem de dinheiro.

Além disso, Beto Richa ainda teve bens bloqueado outras seis vezes e passou 30 dias preso no total.

O ex-governador sempre negou envolvimento em qualquer caso de corrupção ou irregularidade na gestão.

Entendas as operações

Operação Rádio Patrulha – investiga um esquema de propina para desvio de dinheiro por meio de licitações no programa “Patrulha do Campo”, para recuperação de estradas rurais do estado.

Operação Quadro Negro – investiga desvio de pelo menos R$ 20 milhões que deveriam ter sido usados na construção e reformas de escolas públicas no Paraná.

Operação Integração – investigação mira os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, estelionato e peculato em um esquema relacionado à administração das rodovias federais no Paraná que fazem parte do chamado Anel da Integração.

Operação Piloto – apura um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a Parceria Público Privada (PPP) para exploração e duplicação da PR-323, entre Maringá, no norte do Paraná, e Francisco Alves, no noroeste.

Em fevereiro, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o processo da Operação Piloto fosse encaminhado para a Justiça Eleitoral do Paraná.

A defesa do ex-governador Beto Richa afirmou que a decisão do ministro Gilmar Mendes foi correta.

Com G1

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