O ex-governador Beto Richa (PSDB) teve 64.868 votos nas eleições de domingo (2). De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele foi eleito deputado federal pelo Paraná.
O partido elegeu um deputado federal nestas eleições, vaga assumida por Richa porque o candidato Jocelito Canto, que recebeu 74.348 votos, teve a candidatura indeferida sub judice.
O Paraná tem 30 deputados federais. Neste pleito, a bancada paranaense teve renovação de 36,7%.
Richa retornou a disputa política após quatro anos. Em 2018, ele concorreu para o cargo de senador, mas terminou em sexto lugar, com 377.872 votos válidos.
Com carreira na política, Beto Richa foi eleito duas vezes como deputado estadual (1994 e 1998), também foi vice-prefeito (2000), em 2004 e 2008 foi eleito prefeito de Curitiba e ainda chegou ao governo do Paraná duas vezes (2010 e 2014).
Preso durante campanha
Envolvido em escândalos, Richa foi preso em 2018 durante a campanha para o senado na Operação Rádio Patrulha, do Gaeco – o Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Paraná (MP-PR).
Depois, o ex-governador foi alvo de mais três operações (Integração, Quadro Negro e Piloto), e se tornou réu oito vezes. Ele foi suspeito pelos crimes de corrupção passiva, fraude à licitação, organização criminosa, prorrogação indevida de contrato de licitação, obstrução da justiça e lavagem de dinheiro.
Além disso, Beto Richa ainda teve bens bloqueado outras seis vezes e passou 30 dias preso no total.
O ex-governador sempre negou envolvimento em qualquer caso de corrupção ou irregularidade na gestão.
Entendas as operações
Operação Rádio Patrulha – investiga um esquema de propina para desvio de dinheiro por meio de licitações no programa “Patrulha do Campo”, para recuperação de estradas rurais do estado.
Operação Quadro Negro – investiga desvio de pelo menos R$ 20 milhões que deveriam ter sido usados na construção e reformas de escolas públicas no Paraná.
Operação Integração – investigação mira os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, estelionato e peculato em um esquema relacionado à administração das rodovias federais no Paraná que fazem parte do chamado Anel da Integração.
Operação Piloto – apura um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a Parceria Público Privada (PPP) para exploração e duplicação da PR-323, entre Maringá, no norte do Paraná, e Francisco Alves, no noroeste.
Em fevereiro, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o processo da Operação Piloto fosse encaminhado para a Justiça Eleitoral do Paraná.
A defesa do ex-governador Beto Richa afirmou que a decisão do ministro Gilmar Mendes foi correta.
Com G1