A campanha eleitoral deste ano inicia oficialmente na quinta-feira (16), quando os candidatos podem começar a pedir votos. E a eleição deste ano para os postulantes a cargos eletivos marcará em especial duas mudanças: uma é o tempo mais curto da campanha em si e a outra é o fim do financiamento de pessoas jurídicas. São dois desafios a mais para enfrentar nas próximas semanas.
Em entrevista ao Jornal O Presente, o candidato à reeleição, deputado estadual Ademir Bier (PSD) – que busca seu 6º mandato – avalia essas alterações na legislação, fala sobre a composição da chapa proporcional e a escolha dos candidatos a vice-governador.
Bier é do grupo do candidato a governador Ratinho Junior (PSD). Confira.
O Presente (OP): Essa eleição será marcada por algumas mudanças, como o período para realização da campanha e o financiamento das candidaturas. Como o senhor avalia isso? Acredita que essas alterações farão com que a campanha seja de fato diferente das outras?
Ademir Bier (AB): Realmente uma campanha diferente e que vamos ter que nos adequar a ela. Confesso que não é a campanha que esperava. Eu esperava uma campanha com mais tempo, com mais oportunidade de falar com as pessoas, de comprometimento. Mas essa reforma nos proporcionou o que está aí e vamos ter que nos adequar a isso. Entendo que alguns mecanismos que foram retirados, como é a questão de carro de som e divulgação de imagem, vai prejudicar muita gente. Acho que quanto mais transparência dermos à eleição, mais justa ela se torna. Porém, vamos ter que nos adequar. Esperava que fosse uma campanha com tempo maior, em que pudéssemos discutir ideias daquilo que as pessoas pensam em relação aos seus municípios, Estados e ao Brasil. Acredito que com a redução do tempo não teremos tempo para que as pessoas possam efetivamente fazer uma análise das propostas daquilo que queremos para nosso país. Essa é minha reclamação, mas vamos ter que nos ajustar a essa nova legislação. Esperamos efetivamente que o próximo governo federal e o Congresso Nacional possam fazer uma legislação diferenciada.
OP: Existe uma onda que prega muito a questão da renovação, mas ao mesmo tempo uma campanha mais curta, de certa forma, é favorável para quem já é conhecido. Como driblar esse desejo pela renovação, que tem sido propagado de forma generalizada?
AB: Dificulta muito para quem é candidato novo, que não tem tempo para se apresentar, não tem o instrumento devido. Condeno isso, pois acho que deveria ser diferente. Mas quanto à própria renovação, ela não é do político novo. A renovação é das novas ideias, daquilo que a pessoa acredita, do enxugamento da máquina pública, do Poder Público entender que estamos em uma era diferente e se modernizar. Então o novo é isso. E as pessoas terão que fazer em um período muito curto uma avaliação dos seus candidatos, independente se já é deputado ou pretende ser. É preciso fazer a análise de como o candidato pensa. Me sinto uma pessoa moderna na forma de enxergar a gestão pública. Não adianta colocar uma pessoa de 20 anos se sua concepção de gestão pública é ultrapassada.
OP: Em relação à formação da coligação na proporcional, em que o PSD fechou apenas com o PSC, se tornou favorável para seu projeto de reeleição?
AB: Por diversas situações estamos nesta caminhada no PSD, com o PSC e com o Ratinho Junior (PSD). É lógico que a nossa coligação nos favorece neste sentido, mas queremos fazer o maior número de votos possíveis. Acho que nossa chapa foi muito bem constituída, construída há muito tempo, bem regionalizada. É uma eleição boa, mas a minha expectativa de voto leva em consideração o trabalho que fiz e o reconhecimento da população. O número (de votos) são as pessoas que vão definir dentro daquilo que mereço.
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