A desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcançou 50,6% dos brasileiros, segundo levantamento divulgado na última quinta-feira (29) pelo instituto Paraná Pesquisas. A taxa de aprovação da gestão ficou em 46,4%, enquanto 2,9% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não opinar.

Os números indicam um cenário de divisão na avaliação do governo federal, com leve vantagem para a desaprovação. Em relação à rodada anterior da pesquisa, divulgada em dezembro de 2025, os índices oscilaram dentro da margem de erro, sem alterações estatisticamente significativas.
Metodologia do levantamento
A pesquisa ouviu 2.080 eleitores em todo o país entre os dias 25 e 28 de janeiro, por meio de entrevistas domiciliares presenciais. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
O levantamento foi realizado com recursos próprios do instituto Paraná Pesquisas e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08254/2026.
Avaliação da gestão federal
Além da taxa de aprovação e desaprovação, o instituto também mediu a percepção dos brasileiros sobre o desempenho do governo Lula. Segundo os dados, 41,7% avaliam a administração federal como ruim (7,4%) ou péssima (34,3%), índice que ajuda a explicar a maioria na desaprovação geral do governo.

Por outro lado, 33,4% consideram a gestão ótima (12,2%) ou boa (21,2%). Outros 23,4% classificam o governo como regular, enquanto 1,4% não souberam ou não quiseram responder.
Cenário de polarização
Os resultados reforçam um quadro de avaliação polarizada do governo Lula, com percentuais próximos entre aprovação e desaprovação, mas com maior concentração de respostas negativas nas categorias mais duras da avaliação, ruim e péssima. Ao mesmo tempo, a soma de ótimo e bom mostra que o presidente mantém uma base relevante de apoio.

Como as variações em relação à pesquisa anterior ficaram dentro da margem de erro, o levantamento aponta mais para a consolidação desse cenário do que para uma mudança brusca de percepção do eleitorado neste início de ano.
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