Uma das principais lideranças do grupo de oposição em Marechal Cândido Rondon, o ex-deputado estadual e atual subchefe da Casa Civil no Governo do Paraná, Ademir Bier – atualmente no PSD, mas com um pé no MDB -, avalia que a decisão do diretório do Progressistas (PP) rondonense em embarcar no governo do prefeito Marcio Rauber (DEM), tomada nesta semana, foi para atender alguns interesses. “É notório”, declarou ao Jornal O Presente.
Bier vai além e analisa: “É um erro político cometido por alguns deles (do PP), porque não é maioria, inclusive nem na Câmara diante do posicionamento do vereador Arion (Nasihgil, PP)”.
Para o ex-deputado, o presidente do PP de Marechal Rondon, vereador Claudio Köhler, decidiu pela proximidade com o Poder Executivo para acomodar algumas pessoas. Além disso, ele não crê que vai durar muito a permanência do partido junto ao governo municipal. “O MDB e o PP estarão juntos na eleição de 2024, assim como já estiveram em outras. Não podemos analisar comportamentos isolados e muitos por interesse pessoal. Queremos saber de interesses de grupo, coletivos. Não concordo e lamento, mas respeito (a decisão do PP)”, declarou.
PROJETO 2022 E 2024
Ademir Bier reforça que o projeto eleitoral de 2022 e 2024 não altera em nada com a decisão tomada nesta semana pelo PP. “A volta do Dilceu Sperafico (PP) como pré-candidato a deputado federal é muito importante para Marechal Rondon, pois é um grande líder. E vamos nos estruturar. A minha volta à Assembleia Legislativa e todo esse movimento político visam estruturar a oposição em Marechal Rondon. É importante ter oposição”, enfatiza, emendando: “E estamos firmes na campanha de reeleição do governador Ratinho Junior (PSD), que é o projeto maior”.
Por Maria Cristina Kunzler/O Presente