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Em discurso antes de se entregar, Lula diz não ter medo de Moro e da Justiça

Lula: "Já falei que gostaria de fazer debate com o Moro sobre o processo (...) já desafiei os desembargadores do TRF-4 para provarem qual foi o crime que cometi nesse país" (Foto: Twitter/Gleisi Hoffmann

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado (07), em discurso em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo, após a missa em homenagem à ex-primeira-dama Marisa Letícia, que não tem medo do juiz Sérgio Moro nem dos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), que o condenaram pelo caso do tríplex no Guarujá. “Não tenho medo deles”, disse Lula. “Já falei que gostaria de fazer debate com o Moro sobre o processo (…) já desafiei os desembargadores do TRF-4 para provarem qual foi o crime que cometi nesse país”, alegou Lula.

Lula cumprimentou os políticos que estavam com ele sobre o carro de som, entre eles pré-candidatos à Presidência da República pelo PCdoB e PSOL, Manuela D’ávila e Guilherme Boulos, respectivamente, e Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo, apontado entre os nomes que podem ser indicados pelo PT para concorrer à Presidência da República. Lula dedicou especial atenção à Dilma Rousseff, a quem se disse “eternamente grato”. “Possivelmente uma das mais injustiçadas mulheres que ousaram um dia a fazer política nesse País”, disse.

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Lula se defendeu das acusações contra ele. “Sou único ser humano processado por um apartamento que não é meu”, disse Lula, em referência ao tríplex no Guarujá. Ele afirmou não perdoar Moro por ter “passado para a sociedade a ideia de que sou um ladrão. Nenhum deles (Moro e Ministério Público) tem coragem ou dorme com a consciência tranquila, da honestidade, da inocência, que eu durmo”, afirmou.

Lula declarou não ser contra a Operação Lava Jato e que aprova que “bandido seja preso”. “Tem de pegar bandido e prender”, defendeu ele, voltando a dizer que não é dono do apartamento tríplex no litoral de Guarujá. “Estou sendo processado e tenho dito claramente que sou o único ser humano processado por um apartamento que não é meu. Moro (o juiz Sérgio Moro) mentiu que apartamento era meu”, disse.

“Deram a primazia de os bandidos chamar a gente de petralha”, criticou o petista “Certamente, um ladrão não estaria exigindo prova”, disse. “Eu tenho a imprensa me atacando; eles não se dão conta que quanto mais me atacam mais cresce relação com o povo”, alegou.

Lula afirmou ainda não ter medo e disse que gostaria de fazer um debate com Moro sobre a denúncia feita contra ele. “Gostaria que Moro me mostrassem as provas”, provocou.

Antes de falar das denúncias, Lula contou histórias sobre sua trajetória no sindicato, lembrando a greve histórica de 1980, interrompendo o discurso, a certa hora, para pedir atendimento a um militante que estava passando mal. O político falou ainda sobre seu governo. “Eu sonhei que era possível governar esse País envolvendo milhões de pessoas pobres na economia”, disse. E citou a família. “Antecipação da morte da Marisa (Letícia) foi sacanagem que imprensa e Ministério Público fez contra ela”, afirmou.

 

Com informações Bem Paraná

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