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Em visita a Rondon, Beto Richa garante anunciar seu futuro político nesta semana

Foto: Joni lang/OP
  • Governador Beto Richa: “Estou ouvindo os companheiros do PSDB, de partidos aliados que me apoiaram e me ajudaram. Essa história de candidato de si próprio não existe. Quem pensa assim está fadado ao insucesso” (Foto: Joni Lang/OP)

O Presente

Ao cumprir agenda oficial no município de Marechal Cândido Rondon na última sexta-feira (16), onde assinou a ordem de serviço autorizando a construção do Contorno Oeste, com investimentos de R$ 19,9 milhões a partir de financiamento junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), enalteceu à imprensa projetos que estão em andamento em diversas áreas no Estado, como segurança e saúde, e afirmou que decide nesta semana sobre sua permanência no Palácio Iguaçu ou saída para concorrer ao Senado Federal.

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O mandatário estadual foi recepcionado pelo prefeito Marcio Rauber e vice Ilario Hofstaetter (Ila) e esteve acompanhado dos deputados Elio Rusch, Evandro Roman, José Carlos Schiavinato e Paulo Litro, além do secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho (Pepe Richa), entre outros membros do governo.

“Hoje é um dia especial, como quase todos os dias que nós temos anunciado grandes e importantes obras para diferentes regiões do Estado do Paraná. Não apenas o grande volume de obras que acontece nos 399 municípios do Estado, mas obras estruturantes de interesse regional como fizemos em Palotina, agora aqui em Marechal Rondon também a obra do contorno rodoviário aguardada há muito tempo. Já estão acontecendo as obras da retificação e implantação de terceira faixa na Serrinha de Curvado, com R$ 1,7 milhão e 2,2 quilômetros de reparos que estão sendo feitos”, expôs, acrescentando que o maior investimento da história do Paraná aconteceu em 2017, com cerca de R$ 7 bilhões, enquanto neste ano a marca está superada e alcança R$ 8,4 bilhões.

Segurança

Ao ser perguntado sobre a atuação do Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron), com sede em Marechal Rondon e outras unidades em Guaíra e Santo Antônio do Sudoeste, o governador confirmou que a corporação tem apresentado bons resultados. “Até por insistência do pessoal nós escolhemos Marechal Rondon para sediar o Batalhão de Fronteira que foi criado no nosso primeiro governo, justamente para conter a forte criminalidade pela proximidade com a fronteira internacional. É uma obrigação federal, porém não podemos cruzar os braços e esperar que façam alguma coisa, então nós destinamos para cá um efetivo expressivo de policiais e os resultados estão aí. Lógico que estamos longe do ideal, nós queremos ainda mais”, avisa.

“No último relato apresentado pelo secretário de Segurança Pública foi informado que nós temos hoje a menor taxa de homicídios dos últimos dez anos no Paraná, uma grande redução de crimes, crimes patrimoniais, graças ao investimento em inteligência, um grande planejamento de segurança pública, mas, acima de tudo, nas palavras do comandante-geral da Polícia Militar, graças à contratação de policiais. Foram contratados 11 mil policiais no nosso governo. Não tem governo que contratou efetivo parecido com o que nós fizemos. Foram adquiridas três mil viaturas, a maior aquisição da história do Paraná”, enaltece, acrescentando que outras 400 viaturas serão recebidas neste mês.

O governador reforçou que por solicitação dos policiais foi investido em armamentos pesados, como calibre 12, submetralhadoras, carabinas, fuzis e pistolas Glock 9mm importadas, visando ao enfrentamento do crime organizado que tem quadrilhas especializadas, principalmente no assalto a caixas eletrônicos. “Hoje as nossas polícias estão melhor preparadas e equipadas para enfrentar o crime e o resultado está aí. Um dado que me surpreendeu, pois o comandante dizia que em 2016 a média de prisões diárias no Paraná era 160, quando em 2017 a média diária de prisões passou para 200. Esta é a resposta das nossas polícias em função da valorização e dos investimentos rigorosos que fizemos em segurança pública”, assegura.

Saúde

Em relação ao tema saúde, Richa comentou que o serviço aeromédico possibilitou um resgate mais eficiente no sentido de salvar vidas de paranaenses. “Quando eu propus na campanha de 2010 fazer um programa com aeronaves, aviões e helicópteros, o chamado resgate aéreo para socorrer pessoas em situação de urgência ou emergência na área de saúde, fui atacado. Chamaram de brincadeira de criança, no programa eleitoral uma pessoa batia a mão em um helicóptero de açúcar e ele desmanchava. Essa brincadeira de criança hoje salva milhares de vidas de paranaenses em todas as regiões”, enfatiza.

“A primeira beneficiada foi a região Oeste porque descentralizamos da Capital, quando a primeira base para todo o Oeste foi a cidade de Cascavel que agora completou 1,5 mil deslocamentos da aeronave. Cada vez que estou no aeroporto eu cumprimento a equipe de médicos que atua no helicóptero, todos orgulhosos pelos números positivos”, aponta.

Richa enalteceu que no fim de 2016 foi implantada uma base em Londrina, depois em Maringá, além de uma base em Ponta Grossa visando ao atendimento nos Campos Gerais, cuja entrega aconteceu ontem (19). Dessa maneira, de acordo com o governador, todo o território paranaense passa a estar coberto com mais agilidade. “Dos sete mil ou mais deslocamentos que essas aeronaves fizeram nós não perdemos uma vida, mostrando a qualidade dos equipamentos que estão nesses helicópteros de última geração e a qualificação profissional dos médicos que dão o primeiro socorro durante o transporte nessas aeronaves. Então, é um grande benefício que trouxemos a todos os paranaenses”, enfatizou.

IML

Richa também destacou que obras estão sendo inauguradas, como o Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba, considerado pelo diretor da Polícia Científica um dos melhores do mundo, tanto na estrutura física com oito mil metros quadrados quanto no tocante aos investimentos nos equipamentos. “Agora no dia 22 (quinta-feira) inauguro o IML da cidade de Londrina. São quatro reformados e oito inaugurados no meu governo, o que demonstra nessa área de Polícia Científica a preocupação em contribuir na apuração mais precisa e correta dos crimes, na investigação a partir da análise científica que nós estamos investindo”, expôs.

Política

Sobre as eleições deste ano, o governador mencionou que muitas pessoas lhe perguntam se ele já decidiu se desincompatibilizar para concorrer como candidato a senador, abrindo mão do cargo à atual vice Cida Borghetti (PP), ou então se vai permanecer à frente do Governo do Paraná. “Não é simulação, eu sou tranquilo mesmo, nunca atropelei as coisas. Boa parte dos políticos quando acaba uma eleição já está pensando na próxima, eu nunca agi dessa maneira, estou absolutamente tranquilo e não podia ser diferente”, salientou, lembrando de sua trajetória política ao ser eleito prefeito de Curitiba duas vezes com a maior votação da história e governador do Estado eleito duas vezes no primeiro turno.

“Tudo isso fruto do nosso trabalho intenso, dedicado, com planejamento e buscando eficiência na gestão pública sem demagogia, sem populismo fiscal, sem enganação, então eu me sinto mais ou menos com o dever cumprido, por isso me dá tranquilidade de ou concluir o mandato, daí não disputo eleição este ano, porque o governo está no auge. Nós estamos nos melhores dias e no melhor momento do nosso governo”, declarou.

Richa afirmou que decide o seu destino político nesta semana. “Se fico no governo e concluo o mandato, ou saio até 07 de abril e me desincompatibilizo para ser candidato nesta eleição. Estou ouvindo os companheiros do PSDB, de partidos aliados que me apoiaram e me ajudaram, eles foram importantes nas últimas eleições (todas vitoriosas no primeiro turno). O mais importante é a governabilidade, partidos que estiveram na Assembleia Legislativa apoiando o nosso governo e aprovando importantes leis para o Paraná”, frisa, concluindo que a decisão, contudo, não será tomada de forma isolada. “Não é única e nem pode ser. Essa história de candidato de si próprio não existe. Quem pensa assim está fadado ao insucesso”.

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