O deputado federal Enio Verri já tem seu nome em consenso na cúpula do Partido dos Trabalhadores, do qual faz parte, para assumir a direção-geral da Itaipu Binacional. A confirmação por unanimidade de Zeca Dirceu como líder do partido na Câmara Federal faria parte do acordo.
Por enquanto o único entrave é o ex-governador e ex-senador Roberto Requião, que recusou a vaga de conselheiro (cargo que foi ocupado por sua ex-contratada Cida Borghetti na gestão Bolsonaro, um salário de R$ 27 mil por uma reunião bimestral).
Informações dão conta de que Requião havia considerado o cargo “uma esmola” e “humilhação” não pelo valor dos vencimentos, mas pela falta de consideração da direção do partido. Verri já foi secretário de Planejamento numa das três gestões de Requião como governador.
O martelo, porém, já teria sido batido e o acordo somente não será fechado se for uma decisão unilateral, de última hora. Em lugar de Verri assumiria o atual vereador Elton Welter, de Toledo, que fez 21.118 votos.
Samek no páreo
Apesar da especulação apontar para Verri, Jorge Samek também vem sendo cotado para o cargo. Samek é amigo íntimo de Lula e comandou a Itaipu por 14 anos (nos governos Lula, Dilma e Temer). Ele tem bom trânsito com os paraguaios e pode ajudar nas negociações com o país vizinho, que serão conduzidas pelo Ministério das Relações Exteriores.
A base de escolha passa por alguém que tenha perfil técnico no setor elétrico e perfil conciliador, uma vez que neste ano o Tratado de Itaipu completa 50 anos, e está prevista a revisão do Anexo C, que estabelece as bases financeiras e de prestação de servios de eletricidade de Itaipu.
O Presente com Maringá News