O Presente
Política

“Essa é uma campanha diferente”, ressalta Ademir Bier

calendar_month 10 de setembro de 2018
5 min de leitura

A menos de um mês, em 07 de outubro, milhões de eleitores vão às urnas para escolher o próximo presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, dois senadores, deputado federal e deputado estadual.
Para quem está na vida pública há tantos anos, uma percepção fica clara em relação a outras eleições: além do período ser mais curto para fazer campanha – passou de 90 para 45 dias -, os recursos estão mais escassos diante do fim do financiamento de pessoa jurídica. O Congresso Nacional até criou o fundo eleitoral, mas o recurso ficou restrito e não chegou aos candidatos que disputam vagas à Assembleia Legislativa.
Em entrevista ao Jornal O Presente, o deputado estadual com domicílio eleitoral em Marechal Cândido Rondon e que tenta a reeleição, Ademir Bier (PSD), em busca do 6º mandato, faz uma avaliação do período eleitoral e enaltece por que em meio ao descrédito na política o eleitor deveria confiar o voto em lideranças que já atuam há muitos anos na Assembleia. Confira.

O Presente (OP): A um mês da eleição, o que o senhor está sentindo por parte do eleitor nesta campanha, até em comparação com quatro anos atrás?
Ademir Bier (AB): É uma eleição diferente das demais, até porque não pode muita coisa, como a divulgação da forma como era feita antes. É uma campanha muito curta. Mas sinto que a campanha está andando muito bem, está muito tranquila e contamos com a adesão forte dos companheiros de toda a nossa região. Esperamos fazer realmente uma votação expressiva, fruto dos amigos que temos e do trabalho que realizamos neste mandato.

OP: Em uma campanha em que muitos recursos que eram utilizados na eleição passada e hoje são proibidos, ter lideranças políticas que atuam como cabos eleitorais se tornou ainda mais imprescindível?
AB: Não é justa essa eleição a partir do momento em que alguns candidatos têm fundo eleitoral e outros não. A participação do fundo eleitoral, criado para a disputa das eleições, contempla apenas alguns candidatos. Estou fazendo a minha campanha sem fundo partidário, exclusivamente com meus recursos, uma campanha modesta e com ajuda de alguns companheiros. Neste sentido que estamos tocando a nossa campanha, que está indo muito bem, fruto do trabalho, pela amizade, as pessoas têm esse carinho pela gente por todos esses anos em que militamos na política.

OP: O senhor conseguiu ampliar a sua base eleitoral neste mandato?
AB: Ampliamos bastante. O trabalho que fizemos contra a prorrogação do pedágio no Paraná, um trabalho seríssimo e a partir do qual conseguimos evitar a prorrogação dos atuais contratos, nos deu uma densidade maior e nos ampliou o campo de atuação. Pessoas estão nos apoiando em reconhecimento ao trabalho que fizemos.

OP: Nota-se que a campanha ainda não ganhou as ruas. O senhor acha que isso ainda vai acontecer?
AB: Essa é uma campanha diferente. Não dá para ir para a rua. Hoje não tem mais carro de som. Até temos o advento da mídia e das mídias sociais, mas ainda acredito na campanha do aperto de mão, no compromisso do olho no olho, e temos feito muito isso, mesmo com sacrifício, pois o tempo é curto. Estou extremamente feliz com a receptividade que estamos tendo em todos os municípios por onde passamos, sendo que a campanha ampliou muito em relação aos anos anteriores em mais municípios do Paraná.

OP: Em relação ao eleitor, percebe-se que grande parte ainda não está familiarizada e não é um assunto que faz parte das rodas de conversa com tanta intensidade. O senhor acredita que neste sentido a campanha ainda tende a estar mais presente no dia a dia das pessoas?
AB: Acho que neste primeiro turno sim. Neste primeiro turno está se desenhando muito para a eleição de governador, deputados estaduais e federais. E o embate no segundo turno para presidente da República é que vai realmente servir para discutir o Brasil. Este é o meu pensamento neste momento. A partir do momento que terminar este primeiro turno vai se discutir seriamente o que queremos para o país em duas candidaturas polemizadas.

OP: Vivemos um momento de descrédito na política nacional. De forma sucinta, quais argumentos o senhor tem utilizado para que o eleitor lhe confie um 6º mandato?
AB: A garantia que tenho é a minha história de vida pública, tanto o trabalho como prefeito e vice-prefeito de Marechal Cândido Rondon, e dos mandatos de deputado estadual em que sempre estivemos do lado que deveríamos estar. Os episódios estão aí, como a questão da Sanepar, Copel, dos professores, pedágio, enfim, de posicionamento firme em favor do Paraná e daquilo que é de interesse dos paranaenses como um todo. Esse credencial que nos dá a condição de ter a credibilidade perante a população, ou seja, é a minha linha de atuação. Acho que esse é o grande ponto.

OP: O senhor avalia que o eleitor está mais consciente em buscar um candidato que tem contribuído com o desenvolvimento regional e estadual em vez daquele chamado “paraquedista”, que só aparece em época de eleição?
AB: Acho que o mandato do deputado é um todo. Acredito que as pessoas têm que efetivamente pensar no seu voto, avaliar o trabalho desenvolvido, qual o posicionamento nos votos que foram dados, tudo isso para fazer uma eleição mais justa. A partir do momento em que a população centrar no conhecimento de quem está lhe pedindo voto, acho que temos condição de acertar melhor.

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