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Política

“Está se rasgando um combinado”, critica Roman sobre pedágio

calendar_month 18 de agosto de 2021
3 min de leitura

A confirmação de que haverá uma praça de pedágio na BR-467, entre Toledo e Cascavel, dentro do projeto das novas concessões desenvolvido pelo Ministério da Infraestrutura, tem repercutido na região Oeste do Paraná e mobilizado lideranças e autoridades.

Isto porque havia a expectativa de que o trecho não seria contemplado com a cobrança de tarifa, tendo em vista que a rodovia já é duplicada.

No início do ano, o deputado federal Evandro Rogério Roman (Patriota), que integra a base tanto do governo federal como do governo estadual, fez afirmações de que a BR-467 não teria pedágio.

Ao Jornal O Presente, o parlamentar explicou que as declarações foram feitas baseadas em uma conversa com o governador Ratinho Junior (PSD).

“Ele se comprometeu de que não haveria pedágio entre Cascavel e Toledo. Era um compromisso dele em não ter e assim nos manifestamos também. Conversamos longamente e foi falado em diversas reuniões. De repente fomos pegos com um jabuti desses, que é algo que estão colocando quando a temperatura baixou e a situação acalmou. Aí vem com discurso para colocar essa praça de pedágio”, argumentou.

De acordo com Roman, o pedágio entre Toledo e Cascavel vai encarecer “de forma drástica”, frisou, todo e qualquer transporte entre as cidades da região. “Está se rasgando um combinado. Está se rasgando um acordo de cavalheiros, ao qual não está sendo cumprido. Se este não está sendo cumprido tenha certeza que poderemos ter outros que não serão”, enalteceu.

 

MOBILIZAÇÃO DA SOCIEDADE

Para ele, o momento é da sociedade se mobilizar e se manifestar. “Sou base do governo Bolsonaro e sou base do governo Ratinho, mas isso não está dentro do escopo combinado. Está sendo empurrado garganta abaixo aos moradores do Oeste do Paraná. Uma afronta ao combinado anterior”, destacou.

“Tem que ter essa mobilização e um posicionamento contundente, pois a omissão agora nos custará 30 anos de pedágio, que pode começar baratinho, mas com o tempo vai encarecer. A pergunta é: a quem interessa esse pedágio no Oeste? A quem interessa uma rodovia completa, duplicada, feita com recursos públicos, e pedagiar agora? A resposta tem que estar com o Palácio Iguaçu, porque é impossível ouvir algo e depois se deparar com uma situação desta”, criticou.

 

MINISTRO POUCO RECEPTIVO

Roman também defende uma mobilização da bancada federal. Contudo, ele admite que o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, não está muito receptivo.

“O ministro Tarcísio é um grande amigo nosso, parceiro. Mas, na verdade, o governo federal, através do ministro, joga para o governador Ratinho Junior. O governador joga para o governo federal. E quem vai pagar a conta são os moradores do Oeste do Paraná. Empurra, empurra e acaba ficando na conta de um alimento mais caro, um material de construção mais caro, tudo mais caro, porque alguém vai pagar. Pode ter certeza que isso não ficará com a transportadora. Será um valor transferido para o cidadão comum, lá na cesta básica”, destaca.

 

Maria Cristina Kunzler/O Presente

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