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Política Entrevista ao O Presente

“Estamos analisando todos os convites”, diz Ila sobre mudança partidária

Prefeito em exercício de Marechal Cândido Rondon, Ilario Hofstaetter (Ila): “Qual partido vai dar mais condições, que tem mais representatividade, tudo isso é questão a ser avaliada” (Foto: Maria Cristina Kunzler/OP)

O prefeito em exercício de Marechal Cândido Rondon, Ilario Hofstaetter (Ila) (PSB), assinou portaria na última quarta-feira (08) em que amplia em mais dez dias o período de férias do prefeito Marcio Rauber (DEM). O pedido foi feito pelo próprio gestor democrata e, com isso, Ila permanece à frente do Poder Executivo até dia 22.

Em entrevista ao Jornal O Presente, o vice-prefeito falou a respeito daquilo que considera que ainda são gargalos para a municipalidade e qual a marca que a gestão deve deixar para Marechal Rondon.

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Ila também confirmou que recebeu convites para trocar de filiação, mas que o assunto ainda é uma incógnita e qualquer decisão será tomada neste mês. Por outro lado, ele revelou que o deputado estadual Marcel Micheletto (PL) passou a ser representante do município junto ao governo estadual. Confira.

 

O Presente (OP): Nesta reta final do mandato de vice-prefeito, como o senhor avalia a experiência dentro do Poder Executivo?

Ilario Hofstaetter (IH): Tem sido uma grata satisfação. Quando lá atrás disse que não iria mais ser candidato a vereador, foi porque já havia feito aquilo que tinha em mente no Legislativo. Fui escolhido dentro do grupo político como candidato a vice-prefeito e posso dizer que o conhecimento e a bagagem que nos traz ao estar nesta função são gratificantes. O aprendizado é muito grande. No Legislativo o vereador legisla e no Executivo nós executamos. Aqui percebemos como as coisas são diferentes.

 

OP: Quais são os gargalos que o senhor considera que ainda existem e que esta gestão, se não solucionar, ao menos consegue dar um encaminhamento para resolver?

IH: Cada dia é um novo dia e não sabemos o que vai acontecer no dia de amanhã. Precisamos estar preparados para alguma atividade que de repente não tínhamos planejado. Há algumas áreas em que melhoramos bastante, mas que no dia a dia precisamos avançar mais. Avançamos e contamos com um grande projeto de pavimentação e para este ano muita coisa boa ainda vai acontecer. Queremos e vamos melhorar a saúde. Estamos com tratativas de recursos estaduais e federais para melhorar o Hospital Municipal Dr. Cruzatti e avançar em outras especialidades. É algo que sabemos e precisamos fazer e para isso buscamos recursos. Precisamos também melhorar na agricultura. Avançamos, mas sabemos que o escoamento hoje da produção ocorre em veículos pesados. Para isso precisamos nos adaptar e melhorar neste setor.

 

OP: Na sua opinião, qual a grande marca que a gestão Marcio e Ila deixa para Marechal Rondon?

IH: No começo se falava muito a respeito do nascimento das crianças em Marechal Rondon. Temos um cuidado muito grande com as crianças e, para isso, buscamos melhorar as creches e escolas, oferecemos uniformes, os partos voltaram a ser realizados no município. Pode ser um avanço, mas o reconhecimento precisa vir de fora para dentro, e não de dentro para fora. Há um grande projeto de pavimentação, mas a sociedade lá fora que dá um norte. Pode ser que a minha avaliação seja uma, mas o reconhecimento hoje que escutamos é sobre o Anel Viário. Onde vamos o comentário que escutamos é sobre o Anel Viário. Talvez seja o grande marco? Eu não posso afirmar.

 

OP: O senhor e o prefeito Marcio avaliam possíveis mudanças na equipe de governo, além daquelas naturais envolvendo as desincompatibilizações para a eleição de outubro?

IH: Nós contamos com uma boa equipe e gostaríamos de continuar com ela, pois temos confiança. Porém, não sabemos o dia de amanhã. Há secretários que podem sair, que têm outros rumos, contamos com servidores comissionados que podem tomar outros rumos e são de confiança, mas veem na atividade particular um ganho a mais. Neste pleito eleitoral quantos vão se colocar à disposição para concorrer ao cargo de vereador? Não sabemos ainda. Vontade vários têm, mas chega na reta final e precisamos definir. E aí buscaremos pessoas que tenham a capacidade de suprir aquele que está saindo, que sejam tão boas ou melhores que aqueles que estão hoje.

 

OP: O senhor é pré-candidato a vice-prefeito?

IH: A vontade do Marcio é novamente concorrer ao pleito. Ele é pré-candidato a prefeito. A vontade do Ila também? Sim. Pré-candidato a vice-prefeito sim. É a vontade que temos.

 

OP: Já houve alguma conversa para que a composição da dobradinha seja mantida?

IH: Dentro de um contexto político contamos com um grupo. A escolha passa por este grupo. São vários partidos que vão escolher. Creio que estamos desenvolvendo um bom trabalho e os números mostram a avaliação das pessoas que nos agradecem pelo que estamos fazendo. Contamos com muita aceitação. Agora se vamos mexer em algo aí é preciso respeitar a decisão do grupo.

 

OP: O senhor permanece no PSB ou avalia se filiar em outro partido?

IH: Existem vários convites. Estamos analisando cada um pela representatividade política aqui na região Oeste. Há deputados que precisamos abraçar e é uma decisão do próprio Governo do Estado de demonstrarmos e indicarmos os deputados que nos representem na região. Precisamos carimbá-los. Muitos destes convites vêm com essa possibilidade do Ila mudar de partido, sim. Mas estamos analisando todos os convites.

 

OP: Mas mudar de partido é algo que está concreto?

IH: Pode acontecer sim, mas também pode não acontecer. É uma incógnita. Precisamos analisar tudo. Primeiro porque somos cobaias de uma nova eleição para vereadores. Segundo, já aconteceu lá atrás e agora de novo a questão do fundo partidário, pois a campanha hoje é feita com dinheiro público. Qual partido vai dar mais condições, que tem mais representatividade, tudo isso é questão a ser avaliada.

 

OP: Até quando o senhor pretende tomar essa decisão?

IH: Tem que ser definido até o mês de janeiro. Provavelmente até o fim de janeiro já há uma definição.

 

OP: O vereador Valdecir Schons (Paleta) deve seguir o mesmo caminho que o seu, considerando que também está no PSB e o senhor é padrinho político dele?

IH: Provavelmente o grupo político vai definir. Como disse, é um novo pleito eleitoral e não existem mais coligações. Então não adianta colocarmos três vereadores em um partido, três em outro, que vamos jogar votos fora. É preciso ser algo bem analisado. A somatória política e o ganho político dizem que não devemos perder votos. Nessa somatória precisamos chamar os pretensos pré-candidatos a vereador, saber qual a intenção de cada um e fazer uma divisão, pois não existem mais as coligações. Não vamos lançar dez partidos. Precisamos nos unir e lançar chapa de uma, duas ou três siglas e dentro delas distribuir os vereadores e pré-candidatos. O Paleta é um grande amigo e parceiro que tenho, mas o grupo todo que tem que entender que precisamos nos unir senão corremos o risco de jogar voto fora. Desta forma, corre-se o risco de perder uma vaga de vereador do nosso grupo na Câmara.

 

OP: Diante da sua experiência política, hoje o senhor avalia que a eleição deve ser novamente polarizada entre os dois principais grupos políticos do município?

IH: Se entendermos a eleição passada para presidente e deputado, os eleitores mostraram que queriam uma grande mudança. O Marcio e o Ila são pré-candidatos, quem serão nossos adversários não sabemos. Existem vários nomes cogitados, mas ainda não sabemos quem são. Temos que aguardar as convenções partidárias.

 

OP: O deputado estadual Marcel Micheletto busca, desde o início da legislatura dele, uma aproximação com o município para representar Marechal Rondon no Governo do Estado. Ele já foi escolhido como deputado “oficial”?

IH: O Micheletto é praticamente um dos deputados que já abraçamos e está quase totalmente fechado, porque há a necessidade de indicação de um deputado que represente o município. O Micheletto já está escolhido pelo nosso grupo. Já está fazendo parte da nossa equipe. Ele já está como deputado estadual de Marechal Rondon.

 

OP: De que forma o município ganha com a indicação do Micheletto para ser o deputado que representará o município no governo estadual?

IH: Se analisarmos, Marechal Cândido Rondon tem uma grande história com a família Micheletto. Primeiro com o Moacir Micheletto (ex-deputado federal, morto em um acidente de carro e pai de Marcel) e agora com o Marcel. O município só tem a ganhar. O Marcel mostrou neste pouco tempo em que está como deputado que está comprometido com o município ao viabilizar várias emendas. O trabalho que ele vem fazendo está sendo destaque na região Oeste.

 

OP: Essa aproximação do deputado Micheletto com o grupo de situação tende a fazer com que o partido dele, o PL, integre a coligação?

IH: Provavelmente sim.

 

Prefeito em exercício Ilario Hofstaetter (Ila): “O Micheletto já está escolhido pelo nosso grupo. Já está fazendo parte da nossa equipe. Ele já está como deputado estadual de Marechal Rondon” (Foto: Maria Cristina Kunzler/OP)

 

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