Política Novamente 2º mais votado

“Estou à disposição”, diz Sauer sobre especulações à presidência da Câmara

Vanderlei Sauer: “Acredito que a próxima legislatura será mais leve. Espero que o que aconteceu de bom nessa legislatura seja absorvido e que não sejam cometidos os mesmos erros na próxima” (Foto: Ana Paula Wilmsen/OP)

Vanderlei Caetano Sauer (DEM) passou por uma situação diferente nas eleições de 2020. Teve seu registro de candidatura deferido pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) no último dia 12, a apenas três dias do pleito. Embora sua expectativa fosse atingir um maior número de eleitores, Sauer conseguiu ampliar seu reduto eleitoral, passando de 1.238 votos em 2016 para 1.432 na eleição de domingo (15), sendo novamente o segundo mais votado do município.

Durante visita ao O Presente, Sauer disse acreditar que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualize o sistema com os votos computados ainda nesta semana, considerando-o oficialmente eleito ao segundo mandato de vereador em Marechal Cândido Rondon. Quando os votos forem contabilizados, Ronaldo Pohl (PSD), que atualmente integra a lista dos eleitos, ficará sem assento no Legislativo.

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Na entrevista, o democrata fala da votação expressiva conquistada mesmo diante das dificuldades que enfrentou na campanha, da expectativa para a legislatura 2021/2024, da eleição de dois policiais militares no município e opina sobre o resultado das urnas na majoritária. Confira.

 

O Presente (OP): A votação expressiva que o senhor fez foi uma surpresa ou já esperava ser um dos mais votados para o Legislativo?

Vanderlei Caetano Sauer (VCS): Acredito que se deve ao trabalho muito intenso que a gente tem feito na cidade e no interior, bem como à nossa postura. Sou um vereador que sempre esteve ao lado da ética, da Justiça e das coisas corretas e acho que isso somou para esse resultado.

 

OP: O senhor vem de uma campanha diferenciada, tendo sua candidatura deferida no TRE três dias antes das eleições. Em algum momento chegou a imaginar que algo daria errado? Que o senhor poderia deixar de ser eleito por causa da questão da falta de filiação partidária?

VCS: Tivemos uma eleição bem atípica, no início da campanha fomos pegos de surpresa pelo juiz de primeira instância por falta de alimentação no sistema filiaweb, o que nos causou um desgaste político muito grande porque perdemos parceiros e alguns se desmotivaram. Mas recorremos ao TRE e graças a Deus às vésperas das eleições, na última semana, tivemos boas notícias. O Ministério Público (MP) foi favorável e por unanimidade os magistrados também foram favoráveis ao deferimento da nossa candidatura.

 

OP: Em relação aos seus 1.432 votos conquistados no domingo, os quais ainda estão sub judice, qual é a expectativa para a oficialização. Deve ocorrer nesta semana, na próxima?

VCS: Não sei quando o TRE enviará as informações ao TSE, mas acredito que essa semana termina o prazo de recurso que a gente tem certeza que não haverá pelo MP ser favorável ao deferimento da nossa candidatura. Passado esse prazo e transitado em julgado, o TSE alimenta o sistema com informação nova e tudo volta a ser como deveria. Tem outra situação: devemos entender que precisa ser respeitada a vontade popular, pois são 1.432 pessoas acreditando no nosso trabalho. Isso precisa ser levado em consideração, ainda mais que não cometi nenhum ilícito, nenhum indício de desvio de conduta, de algum crime, não tem nada disso. É uma falha no envio da documentação, então a gente não pode pagar um preço tão alto, principalmente diante das pessoas que a gente representa, por um erro de alimentação do sistema.

 

OP: Qual a sua expectativa para este segundo mandato?

VCS: A princípio estamos aguardando a atualização do TSE para computar os nossos votos porque essa questão precisa transitar em julgado. Embora não haja recurso porque o MP nos deu parecer favorável, mesmo assim tem um prazo regimental que precisa ser seguido. Essa semana acredito eu que este impasse já esteja resolvido e o passo seguinte é continuar o nosso trabalho, que é intenso. Entendo que a nossa próxima gestão será melhor porque começaremos 2021 com diversas obras em andamento e outras obras já licitadas pelo governo municipal, cujos trâmites estamos acompanhando. Penso que será um começo de legislatura e de gestão muito melhor do que 2017.

 

Vereador Vanderlei Sauer (DEM) foi reeleito, sendo o segundo mais votado à Câmara: “Marechal Rondon elegeu dois policiais militares quando cidades maiores não elegeram nenhum, a exemplo de Toledo e Foz do Iguaçu. Isso mostra que a polícia tem credibilidade na sociedade” (Foto: Ana Paula Wilmsen/OP)

 

OP: No próximo mandato a maioria da Câmara segue sendo do grupo de situação. O senhor acredita que o trabalho será mais tranquilo, visto que essa legislatura foi bastante conturbada e com várias situações atípicas?

VCS: Em 2017 o prefeito (Marcio Rauber) também começou com a maioria na Câmara e os dois primeiros anos foram tranquilos, mas ficou conturbado nos últimos dois porque depois da eleição do presidente (da Câmara) houve perda da maioria por parte do prefeito e a partir daí criou-se uma confusão. Porém, ainda assim a Câmara fez um bom trabalho e aprovou projetos essenciais ao município. Esse último ano em especial foi bastante turbulento por ser período eleitoral, daí é normal o ânimo ficar um pouco mais exaltado na Câmara. Acredito que a próxima legislatura será mais leve, porque nos últimos tempos o clima estava muito pesado com discussões que não somam nada para a sociedade. Houve projetos inconstitucionais, muita politicagem e a sociedade viu que isso não acrescenta. Espero que o que aconteceu de bom nessa legislatura seja absorvido e que não sejam cometidos os mesmos erros na próxima.

 

OP: Entre os vereadores eleitos para o próximo mandato há dois policiais militares, o senhor e o Sargento Dionir, que, inclusive, são do mesmo partido. Que interpretação o senhor faz sobre isso?

VCS: Vejo que tem pessoas muito importantes que se elegeram, entre elas policiais militares. Marechal Rondon elegeu dois policiais militares quando cidades maiores não elegeram nenhum, a exemplo de Toledo e Foz do Iguaçu. Isso é importante e mostra que a polícia tem credibilidade na sociedade. Lógico que ninguém se elege sozinho. Nós precisamos ter outras bases e estar de bem com a sociedade, mas este é um mérito muito grande para a população.

 

OP: O senhor tem algum projeto em específico voltado ao setor de segurança que pretende apresentar na Câmara?

VCS: Estamos trabalhando em um projeto em conjunto com a Acimacar e outros órgãos que é o Complexo Civil-Militar. Queremos tirá-lo do papel porque vai beneficiar todas as polícias da cidade e especialmente a população por unir todas as forças no mesmo local.

 

OP: Como segundo candidato mais votado, seu nome já começa a aparecer como um possível postulante à presidência da Câmara para o biênio 2021/2022? O senhor tem interesse em pleitear o cargo?

VCS: Consegui repetir o feito de pela segunda vez se tornar o segundo mais votado para a Câmara. Em relação à presidência, o nosso grupo não se reuniu ainda para falar sobre o assunto, mas estou à disposição, sim. Se o grupo considerar que sou merecedor, aí vamos assumir com muita responsabilidade, porém não conversamos sobre esta questão.

 

OP: Na sua opinião, a composição da Câmara deve ter muita mudança, considerando a possibilidade de o prefeito Marcio Rauber convidar alguns dos eleitos para assumirem secretarias na prefeitura?

VCS: Pode ser. Ainda não foi discutido sobre essa organização do próximo mandato, da próxima gestão, mas é possível, sim. Esta é uma decisão que cabe mais ao Executivo. Enquanto vereador do grupo, tudo o que for bom a Marechal Rondon a gente vai apoiar.

 

OP: O senhor particularmente tem expectativa de assumir alguma secretaria no governo municipal?

VCS: Não recebi propostas e sou um pouco resistente em assumir secretaria, então teria que avaliar porque fiz uma votação expressiva e o nosso eleitor quer a gente como vereador. Dependendo da secretaria você acaba não conseguindo atender os seus eleitores, a população de Marechal Rondon, e isso pode ficar ruim para a imagem perante a sociedade. Por isso preciso analisar bem esta questão.

 

OP: Qual sua avaliação sobre o resultado das eleições majoritárias em Marechal Rondon?

VCS: Vejo que a sociedade teve a grandeza e a sabedoria de reconhecer um trabalho muito bom realizado nos últimos anos. Basta andar pela cidade para constatar. Acredito que o eleitor viu isso. Ele está cansado de conversas e promessas, inaugurações, quer ver trabalho. Como se diz na gíria “o arroz com feijão bem feito”. A sociedade precisa disso. Estávamos com estradas ruins no interior; não estão nem perto do que a gente quer, mas já melhoraram muito. O prefeito atual e os que passaram também fizeram sua parte porque todos deixaram sua marca, todos trabalharam, mas observo que o Marcio Rauber trabalhou muito além das expectativas de muitos rondonenses.

 

O Presente

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