O governo publicou nesta sexta-feira (30), no “Diário Oficial da União”, uma autorização para assessores que trabalharão com Jair Bolsonaro após o fim do mandato acompanharem o presidente em viagem a Miami, nos Estados Unidos.
Questionado oficialmente, o Palácio do Planalto não confirma a viagem internacional do presidente.
O despacho no “Diário” prevê que a viagem dos assessores vai durar do dia 1º de janeiro, próximo domingo, até o dia 30 de janeiro.
O Airbus VC-1 da Força Aérea Brasileira deve pousar ainda nesta sexta-feira por volta das 19h53, após voo direto, no Aeroporto Internacional de Orlando.
Fim do mandato
O mandato de Bolsonaro termina neste sábado (31). No domingo, assume o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva.
Após deixar de ser presidente, Bolsonaro tem direito a manter assessores com dinheiro público. Por isso a autorização da viagem é feita pelo governo.
Cinco assessores vão acompanhar o presidente, para dar apoio e fazer a segurança, segundo o despacho oficial.
Desde que perdeu as eleições, no fim de outubro, o presidente praticamente não compareceu a compromissos oficiais e reduziu a quase zero suas manifestações e falas públicas. Bolsonaro tem passado a maior parte dos dias na residência oficial do Palácio da Alvorada.
Primeiro presidente no cargo a disputar e perder uma reeleição no Brasil, Bolsonaro também será o primeiro a não passar a faixa a um sucessor eleito pelas urnas desde a redemocratização.
Pronunciamento final
Antes da decolagem, Bolsonaro fez, sozinho, um pronunciamento informal nas redes sociais. Apesar de ter sido aconselhado a não falar, pelo risco de incentivar os manifestantes que o apoiam, ou a desapontá-los, o presidente preferiu ouvir conselhos políticos que sugeriam um aceno a sua base.
Na ocasião, ele chorou, reconheceu o clima de velório e afirmou que foi muito difícil ficar praticamente dois meses calado, após a derrota para Lula.
Com G1
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