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Lideranças rondonenses do Democratas avaliam fusão do DEM/PSL

calendar_month 16 de outubro de 2021
4 min de leitura

Há expectativa e incógnitas em torno da fusão do DEM e do PSL, aprovada recentemente, a qual culminará em um novo partido, o União Brasil, de número 44. Isso porque ainda não se sabe ao certo as diretrizes da nova legenda. Por exemplo, se vai lançar candidato à Presidência ou se vai apoiar a reeleição de Jair Bolsonaro. O que se sabe é que há grupos com opiniões divergentes e, em vista disso, muitos já têm demonstrado descontentamento e ameaçam debandada.

Para o prefeito de Marechal Cândido Rondon e presidente do Democratas no município, Marcio Rauber, ainda é cedo para avaliar a fusão. “As decisões ocorrem em nível de Brasília e a nós, aqui, cabe acatar. Um dos pontos positivos é que a fusão é uma maneira de reduzir partidos, e eu sou favorável à redução de partidos. Outro aspecto é que após a homologação dessa fusão, o União Brasil passará a ser o maior partido do Brasil em termos de representação. Agora, uma análise mais aprofundada ainda não podemos fazer. Não sabemos se essa união será boa de fato. Só o tempo vai dizer se ela foi positiva para os dois partidos e especialmente para os integrantes destes”, opina.

 

ORIENTAÇÕES

Rauber lembra que em âmbito municipal, o Democratas é muito forte, enquanto o PSL, segundo ele, sequer participou das últimas eleições. “Após homologada essa decisão dos dois partidos virão as orientações de nível federal para estadual e depois para os municípios. A hora que chegar aqui, vamos ver se são de interesse dos remanescentes do Democratas ou não para então tomarmos as decisões que entendermos ser necessárias”, menciona.

Prefeito Marcio Rauber: “É preciso aguardar o comportamento do partido, especialmente em nível federal. Como vai se comportar em relação ao governo do presidente Jair Bolsonaro” (Foto: Arquivo/OP)

 

“Vai ter baixa de ambos os lados”

Para uma das lideranças mais expressivas do Democratas na região Oeste, o ex-deputado Elio Rusch, atual ouvidor-geral da Assembleia Legislativa do Paraná, a fusão do DEM e do PSL, para a criação do União Brasil, terá arestas a serem aparadas, tanto em Estados como em municípios. “Em muitos lugares o DEM e o PSL são palanques diferentes e não convergem para o mesmo lado. Então, vai ter baixa em ambos os lados”, prevê.

Rusch ainda não sabe se vai trocar de partido. “O meu partido é a Arena e eu nunca mudei de partido. Sempre tive na mesma linha, posição e postura. Vamos ver o rumo que o União Brasil vai tomar em nível nacional. Se for oposição, com certeza vai ter baixa de ambos os lados. Se for um partido independente, pode ser que muitos permaneçam. Resta aguardar para ver o que vai acontecer”, analisa.

 

Eleições

Sobre os planos para a eleição 2022, Rusch, que foi deputado por 28 anos, em sete mandatos consecutivos junto à Assembleia Legislativa do Paraná, diz que não pode afirmar 100% que não será candidato. “Não é definitivamente não, mas dificilmente eu vou disputar novamente. Todavia, não é impossível”, ressalta.

 

Ouvidoria

De volta à Ouvidoria da Assembleia há poucas semanas, após um período de seis meses como suplente de deputado no lugar de Maria Victoria, que se afastou para licença-maternidade, Rusch comenta que vem dando continuidade aos trabalhos. “Tenho um bom relacionamento com todos os deputados, independente da posição partidária de cada um, e o conhecimento de como tudo funciona na Casa, e isso facilita os trabalhos. Seguimos atuando como suporte aos setores públicos e à disposição dos cidadãos, tirando dúvidas, repassando informações, recebendo sugestões, críticas e elogios”, resume ele, que ocupa o cargo desde o final de 2019.

Elio Rusch: “Se for oposição, com certeza vai ter baixa de ambos os lados. Se for um partido independente, pode ser que muitos permaneçam” (Foto: Dálie Felberg/Alep)

 

Ofensiva por Moro

O União Brasil, partido que vai sair da fusão PSL-DEM, iniciou uma ofensiva para ter o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro como candidato em 2022. Uma definição sobre a filiação do ex-juiz da Lava Jato deve ocorrer em novembro.

Apesar de incerto, uma das possibilidades é da nova sigla ter candidatura própria a presidente da República. Atualmente, já são três pré-candidatos: o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM), e o apresentador José Luiz Datena (PSL).

O União Brasil, caso seja aprovado pela Justiça Eleitoral, terá a maior bancada da Câmara, com 82 deputados, além de quatro governadores, oito senadores e as maiores fatias dos fundos eleitoral e partidário.

 

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