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MDB confirma pré-candidatura à reeleição de Norberto Pinz e Noedi Hardt e não descarta candidatura única

calendar_month 2 de setembro de 2020
7 min de leitura

O MDB de Nova Santa Rosa agendou, para o próximo dia 11, a sua convenção, ocasião em que pretende levar aos convencionais a proposta de formação da chapa majoritária e proporcional para a eleição de 15 de novembro. Para a disputa à prefeitura, o partido definiu como pré-candidatos o prefeito Norberto Pinz (MDB), que tentará o quarto mandato, e o vice-prefeito Noedi Hardt (MDB).

No mesmo dia, outros dois partidos do grupo fazem suas convenções: o PSC e o PSD. Além destas três siglas, as lideranças trabalham para que a coligação que está formada desde o pleito de 2012 permaneça unida em 2020, a qual conta ainda com PDT, PTB e PSL.

Em visita ao Jornal O Presente, o presidente do MDB, vice-prefeito Noedi Hardt, e o presidente da Câmara de Vereadores e secretário do partido, Ari Schmidt, falaram sobre o momento político e não descartaram que ainda há chance de haver candidatura única no município. Confira.

 

O Presente (OP): Com o fim da coligação na proporcional, em diversos municípios as forças políticas foram concentradas em poucos partidos e algumas siglas locais foram extintas. Em Nova Santa Rosa houve essa situação?

Noedi Hardt: Houve o fortalecimento do MDB e o PSC, mas os demais partidos também estão ativos e vamos trabalhar para continuar com a coligação destes seis partidos que estão conosco desde a eleição de 2012. Já estão sinalizados o MDB, PSC e PSD e, em 2020, estamos trabalhando para que os outros três partidos (PDT, PTB e PSL) permaneçam no grupo.

Ari Schmidt: Esse fortalecimento resultou em uma chapa completa para vereadores no MDB e no PSC. Quem mudou de filiação foi acomodado nestes dois partidos.

 

OP: O grupo deve lançar chapa de candidatos a vereadores do MDB e PSC, então? Quantos pré-candidatos já possuem?

Ari Schmidt: Do MDB estamos com 16 pré-candidatos, mas são 14 vagas. A convenção vai ter que trabalhar essa questão sobre quem serão os candidatos. O PSC está com sete nomes, mas talvez fiquem seis em razão da reserva de vagas.

 

OP: O grupo trabalha para eleger quantos vereadores?

Noedi Hardt: Trabalhamos para conseguir eleger, no total, seis vereadores.

 

OP: Existe a possibilidade de mais algum partido compor a coligação?

Noedi Hardt: Com certeza. O MDB está aberto para dialogar sobre esse processo eleitoral. Sabemos que é um novo modelo e estamos abertos para conversar com os demais partidos.

 

OP: Há conversas em andamento?

Ari Schmidt: Sempre houve.

 

OP: Em relação à chapa majoritária, o que o grupo definiu?

Noedi Hardt: O MDB está lançando os dois pré-candidatos, que são o atual prefeito Norberto Pinz e o vice-prefeito Noedi.

 

OP: Isso está sacramentado no partido?

Noedi Hardt: Vai passar pela convenção para avaliar as pré-candidaturas.

Ari Schmidt: Dentro do partido as lideranças estão todas de acordo que seja essa a chapa.

 

OP: Há algum tempo se fala em Nova Santa Rosa sobre a possibilidade de candidatura única. Ainda dialogam a respeito ou a coligação descarta um entendimento com a oposição?

Ari Schmidt: Para que se tenha mais facilidade de consenso ou de chapa única, é importante os partidos definirem a respeito da composição dos nomes de candidato a prefeito e a vice-prefeito. Como essa decisão não aconteceu, o MDB definiu os pré-candidatos. Neste momento estaríamos abertos ainda a conversar sobre consenso, mas o MDB já está com a majoritária definida. Neste sentido é isso. Se a oposição quiser conversar sobre consenso e concordar com essa chapa, tranquilo.

 

OP: De que forma aconteceria essa conversa? Qual modelo seria proposto?

Ari Schmidt: Todos os partidos que pretendem ter chapa para vereadores trabalhariam individualmente, e nós temos a tranquilidade de dizer que depois da eleição formaríamos um grupo único na Câmara de Vereadores, independente de qual partido estiverem os eleitos. Esse grupo já trataria de trabalhar a questão futura do município de forma conjunta. A preocupação seria muito mais o andamento da administração, das futuras eleições, do que propriamente essa (eleição). Diminuindo a rivalidade neste momento dá uma abertura mais favorável para a sequência dos trabalhos em Nova Santa Rosa.

 

OP: A comunidade aceita essa questão do consenso e o possível modelo de formar apenas um grupo na Câmara, independente de partidos?

Ari Schmidt: Como presidente da Câmara tenho observado que as pessoas esperam essa linha, porque eu mesmo já tive uma posição muito partidária em mandatos recentes e agora, como presidente, tenho conduzido todos de maneira igual e vejo que isso tem feito bem para o município e para as lideranças que trabalham no Legislativo. Acredito que a população está preparada e pedindo inclusive que se trabalhe mais essa unidade, não tanto a questão partidária. A atualidade no governo federal tem proporcionado isso.

 

OP: Vocês percebem uma mudança de comportamento do eleitor diante do cenário nacional?

Ari Schmidt: A situação federal, em que o Congresso, STF (Supremo Tribunal Federal) e o presidente (Jair Bolsonaro) trabalham de forma não alinhada, tem demonstrado uma visão para a população que isso não é bom para o país. Da mesma forma ocorre no município. Em Brasília são três os poderes e em Nova Santa Rosa se resumem a dois (Executivo e Legislativo), pois o Judiciário não está diretamente ligado à administração. O Executivo e o Legislativo trabalhando no mesmo sentido é bem favorável e a gente vê na prática nos últimos anos. O pessoal tem observado, sim, a situação envolvendo Rodrigo Maia (presidente da Câmara dos Deputados), Dias Toffoli (presidente do STF) e Bolsonaro.

 

OP: Muitos entendem que ter oposição é algo benéfico para que o governo não fique na zona de conforto. Deixar de ter pessoas mais críticas na Câmara é bom ou ruim, na opinião de vocês?

Ari Schmidt: A preocupação de não ter oposição, normalmente, se resume à questão de fiscalização. Quem estaria na linha de frente de fiscalizar os atos do prefeito normalmente é a oposição. A situação caminha de acordo com as ideias que o prefeito tem. Em Nova Santa Rosa o nosso grupo tem demonstrado confiança muito grande nos administradores e o pessoal de oposição não tem levantado questionamento nenhum sobre indícios de irregularidades na administração. Neste sentido que seria importante a oposição e a situação. Mas no cenário de Nova Santa Rosa, neste momento, não seria um problema essa falta de oposição.

Noedi Hardt: E como Executivo podemos confirmar que esse relacionamento com a Câmara fez com que a administração desenvolvesse um bom trabalho. Mesmo com o órgão fiscalizador que é o Legislativo, por parte do Executivo houve um andamento muito bom, com muitas obras, e posso afirmar que a população dá um ponto positivo nesta parte. A população vê isso com bons olhos perante a administração junto com a Câmara. Esse novo modelo que estamos tentando colocar hoje, e sabemos das dificuldades com os partidos mais ferrenhos, a população almeja e quer que o trabalho seja mais em harmonia em prol do município, tanto no campo como na cidade.

 

OP: O que o grupo propõe de diferente na busca de um novo mandato?

Noedi Hardt: A arrecadação municipal deu uma oscilada por conta da pandemia, mas está voltando ao normal porque o agronegócio dá sustento mais forte para Nova Santa Rosa. Estudando o orçamento junto com a Câmara de Vereadores e administração, precisamos estar preocupados com o biogás e existe um projeto grande que vem ao encontro do nosso suinocultor e avicultor. Precisamos estar preocupados com o dejeto. Com esses investimentos na suinocultura, avicultura e piscicultura, a administração tem que dar o respaldo e desenvolver grandes projetos para dar retorno ao munícipe.

Ari Schmidt: Neste atual mandato trabalhamos com uma equipe muito reduzida, de cinco secretários, e trabalhou-se bastante. Era trabalho prático mesmo e não houve muitas questões políticas. Porém, a gente vê a necessidade de uma reestruturação, com mais secretarias, visando o desenvolvimento da indústria e comércio, a própria agricultura, pois hoje contamos com uma secretaria muito voltada às obras e não tanto à agricultura, e esportes. O trabalho está sendo feito, mas o objetivo é mudar o foco um pouco na questão de novas conquistas. Há empresas em busca de um lugar para se instalar, ampliar, mudar, e não estávamos preparados para isso. Percebemos a falta que faz a Secretaria de Indústria e Comércio.

 

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