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Política

“Não é um desejo político pelo poder que mantém nosso grupo unido”, afirma John Nodari

calendar_month 15 de junho de 2020
8 min de leitura

John Nodari é uma liderança de Pato Bragado que integra a nova geração política local. Presidente do PSD e pré-candidato à majoritária, ele se desincompatibilizou na semana passada da Secretaria de Saúde. Antes do cargo, que ocupou desde o início da gestão do prefeito Leomar Rohden (Mano) (MDB) e vice-prefeito Dirceu Anderle (PP), já havia sido secretário de Finanças (governo Normilda Koehler) e de Administração (governo Arnildo Rieger).

Em visita ao Jornal O Presente, Nodari falou sobre a experiência na área de saúde e as conversas que estão ocorrendo no grupo de situação para escolha do futuro candidato a prefeito e a vice. Ele enalteceu, na ocasião, que o grupo está bastante maduro para o pleito e de que o projeto para Pato Bragado está acima de qualquer interesse individual. Confira.

 

O Presente (OP): O senhor se desincompatibilizou do cargo de secretário de Saúde na semana passada em meio à pandemia do coronavírus, que tem sido um desafio para todos os municípios. Qual avaliação o senhor faz desta sua passagem pela pasta?

John Nodari (JN): Tudo começou quando tivemos a oportunidade de trabalhar na gestão da ex-prefeita Normilda Koehler como secretário de Finanças. Após fui secretário de Administração no governo Arnildo Rieger e depois fui convidado a ser o secretário de Saúde pelo prefeito Mano e o vice Dirceu. Isso nos trouxe uma bagagem para assumir essa responsabilidade. A Secretaria de Finanças dá segurança e conhecimento de gerir números dentro da gestão pública. A Administração nos traz o conhecimento de todos os aspectos que envolvem a administração pública. Já na Secretaria de Saúde pude aprender, verificar e sentir a necessidade da nossa população. Foi um momento único em que pude administrar essa situação toda em meio à pandemia. Houve municípios em que os gestores não ficaram. Junto com nossa equipe tivemos a oportunidade de gerir essa situação única em que o país vive. Tomamos todas as medidas necessárias e possíveis no combate à Covid-19, desde ouvir os empresários. Esse contexto todo faz com que tenhamos essa sensibilidade em gerir a saúde, mas também ver o contexto geral, o todo. Felizmente assim fizemos até o último momento.

 

OP: Como estão as conversas do grupo de situação visando à escolha dos nomes que devem disputar a eleição?

JN: Muito confortável. O grupo se sente muito confortável. Não discutimos o eu. Discutimos o nós e, acima de tudo, temos um projeto para Pato Bragado. Ele está acima de tudo. É muito bom poder tratar isso dentro de um grupo de forma aberta. Indiferente quem for o candidato, nós temos um projeto. Esse projeto vem em primeiro plano.

 

OP: Existe uma tendência do prefeito Mano ser o pré-candidato à reeleição ou a discussão ainda está em aberto?

JN: Está em aberto. Aquilo que falei sobre tanto da minha parte como dos demais que colocaram os nomes à disposição, todos têm um projeto para Pato Bragado. E conforme as coisas vão andando de forma natural vão se ajeitando. O nosso objetivo maior é o projeto que nós temos.

 

OP: Até quando o grupo de situação espera ter essa definição dos nomes?

JN: Depende muito do período das eleições. Aguardamos esse momento de incerteza sobre quando vai haver a eleição.  

 

OP: Um possível adiamento da eleição prejudica as conversas e andamento das negociações?

JN: Não, de forma alguma. A administração já vem tomando medidas e ações agora. Tive a oportunidade de participar de tudo o que a administração vem fazendo. Na semana passada, o prefeito Mano manteve conversa com proprietários de áreas pensando em adquirir imóveis para implantar um novo parque industrial. O nosso projeto já está em andamento. Já vem de gestões passadas e agora tem que ser intensificado. Esse projeto já começa agora. Já estão sendo tomadas medidas para garantir geração de emprego e do agronegócio, que é um setor muito importante. Somos defensores da nossa economia. Pato Bragado está vivendo hoje um momento fantástico, em que percebemos que o município está sendo bem dirigido, no caminho certo.

 

OP: O senhor fala muito em projeto de governo. Que é este projeto?

JN: É um projeto que busca tratar de forma intensa a nossa indústria e nossa agricultura. Uma vez ouvíamos o empresário falar que buscava uma margem de lucro. Hoje ele está tentando sobreviver. O nosso agronegócio ainda está girando, mas precisa ser assistido também, precisa deste acompanhamento, e é algo que a administração vem fazendo. O município está investindo R$ 6 milhões em pavimentação asfáltica e isso traz competitividade. O município está bem e é fruto de uma gestão. Nunca vivemos um período em que o Poder Público vai ser tão procurado e tão necessário, até mesmo na saúde. Se antes havia pessoas que tinham condições de pagar um plano de saúde, hoje não temos. Então a responsabilidade de gerir esses recursos da melhor forma possível é muito grande. E neste sentido o grupo está preparado. Eu estou preparado para que nós consigamos fazer o melhor trabalho possível.

 

Pré-candidato John Nodari (PSD): “Nós temos um município que possui uma situação financeira invejável. Não tem como falar em desgaste quando olha o que está sendo feito. Posso dizer que Pato Bragado é um dos únicos municípios que executa obras sem pegar R$ 1 emprestado” (Foto: Maria Cristina Kunzler/OP)

 

OP: Se for escolhido como candidato a prefeito o senhor se sente preparado diante de todos os desafios que o Poder Público exige?

JN: Com certeza. Minha história começa na Linha Barigui. Sou neto de agricultor e sei das dificuldades. Tive a oportunidade de participar da gestão pública, que me trouxe uma bagagem fantástica. Sou formado em Administração com pós-graduação em Gestão Pública. Isso proporcionou essa condição de poder dizer hoje que temos conhecimento e experiência que necessitamos para desempenhar um projeto. É muito importante poder contar com essa experiência.

 

OP: Independe de quem pode ser escolhido como candidato a prefeito e a vice-prefeito, o senhor visualiza que o grupo de situação permanecerá unido?

JN: Vai permanecer junto, sim. Às vezes, em algumas situações, ouvimos comentários sobre mudança, mas temos exemplos próximos. Em Toledo o (ex-prefeito) Derli Donin fez dois mandatos ótimos e o (ex-prefeito) José Carlos Schiavinato também. Mas aí alguém levantou a bandeira da mudança e a população entendeu desta forma. Mas que mudança que teve? Quanto tempo esse grupo que queria mudança permaneceu no poder? As pessoas viram que cometeram um erro. E aí quando perceberam o erro tiraram esse grupo e os outros voltaram ao poder, mas as pessoas já tinham dispersado. O nosso grupo permanece junto porque sabe que está no caminho certo e está engajado em Pato Bragado. Não é um desejo político pelo poder que mantém esse grupo. O que mantém o grupo é o projeto e é o crescimento do município. Em time que está ganhando não se muda e este é o nosso pensamento. Acredito que neste momento que vivemos o eleitor não vai trocar o certo pelo duvidoso, porque estamos no caminho certo.

 

OP: E como lidar com o desgaste natural de um grupo político que está há tantos anos no poder e convencer o eleitor a manter essas pessoas?

JN: Toledo é um exemplo claro e que está para ser visto. Tivemos duas administrações, tanto do Derli como do Schiavinato, que transformaram o município. Alguém resolveu pedir mudança e mudaram o quê? Mudaram o que estava bom. Eu não vejo o desgaste por isso. Temos que, sim, oxigenar a máquina. Isso é uma coisa lógica, mas vai trocar dentro do próprio grupo. Não precisa entrar outro grupo para falar de mudança. Temos que oxigenar e o grupo é grande e tem condições de fazer isso. Time que está ganhando não se troca. Esse time em Pato Bragado passa a segurança para nossa comunidade que realmente a gestão do dinheiro público é feita de forma muito séria. Nós temos um município que possui uma situação financeira invejável. Não tem como falar em desgaste quando olha o que está sendo feito. Posso dizer que Pato Bragado é um dos únicos municípios que executa obras sem pegar R$ 1 emprestado. E isso nos faz ter condições de afirmar hoje, com certeza, que o grupo está no caminho certo. Por isso defendemos que este projeto seja levado adiante.

 

OP: O senhor vê a possibilidade de candidatura única ou a tendência é a oposição lançar candidato a prefeito?

JN: Acho que é natural a oposição colocar um nome e é saudável isso.

 

OP: O grupo de situação é composto por MDB, PP e PSD. Há alguma negociação com mais algum partido?

JN: O grupo sempre está aberto a quem quiser trabalhar e se juntar a este projeto. Com certeza já houve sinalizações e o grupo está aberto. Se tiver esse pensamento o grupo do prefeito Mano está aberto para conversas.

 

OP: O atual cenário político, com manifestações e radicalismos, tem afetado Pato Bragado ou a situação local é mais tranquila?

JN: Isso se chama democracia e precisa ser respeitada. Nós temos o poder do voto e de se manifestar, tanto a favor como contra alguma situação. Vejo isso de forma saudável e é viver dentro da democracia.

 

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