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Política Entrevista ao O Presente

“Não existe nenhuma possibilidade de sair do Partido Progressista”, afirma Claudio Köhler

Presidente da Câmara de Vereadores de Marechal Rondon, Claudio Köhler (Claudinho) (PP): “Sou pré-candidato a vereador. Fui sondado da possibilidade de lançar uma candidatura a prefeito ou até mesmo a vice-prefeito, mas não é o que eu penso no momento” (Foto: Maria Cristina Kunzler/OP)

A Câmara de Vereadores de Marechal Cândido Rondon entra em recesso legislativo em meados de dezembro. A poucos dias para encerrar o ano, o presidente da Casa de Leis, Claudio Köhler (Claudinho) (PP), faz uma avaliação positiva de 2019, embora tenha sido um período recheado de polêmicas no Legislativo.

Em visita ao Jornal O Presente, ele destacou que nunca se produziu tanto, inclusive o trabalho das comissões permanentes tem sido intenso.

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Já quando o assunto é política, Claudinho garante que permanece no PP e reforça que é pré-candidato a vereador. “Como sou vereador de primeiro mandato tenho muito ainda a aprender”, avalia, ao descartar uma eventual candidatura à majoritária. Confira.

 

O Presente (OP): Considerando que 2019 foi um dos anos mais polêmicos da Câmara de Vereadores, como o senhor avalia em termos de trabalho na Presidência do Legislativo?

Claudio Köhler (CK): Foi um desafio muito grande, até por eu ser vereador de primeiro mandato e já ter a possibilidade de ser presidente da Câmara. Mas diante de toda a turbulência que teve e a sociedade acompanhou, eu vejo o lado positivo também de tudo isso, pois na história de Marechal Cândido Rondon nunca se expôs tanto. Muitas pessoas falam o que acontece, mas ninguém nunca teve a coragem de fazer isso transparecer. Infelizmente às vezes não aconteceu o que a sociedade esperava diante dos processos que tramitaram na Câmara, mas avançamos após isso. Agora mudamos a Lei Orgânica do município e o voto passa a ser aberto e não mais secreto. Havíamos publicado uma portaria com esse intuito, mas houve um entendimento diferente por parte do Judiciário. Então fizemos uma emenda de alteração da Lei Orgânica e está aprovada. Portanto, qualquer processo disciplinar hoje, ou mesmo veto de algum projeto por parte do Executivo, haverá a votação aberta. A sociedade vai ver em quem o seu representante está votando e também em razão aos projetos discutidos. Fora isso, a Câmara de Marechal Cândido Rondon hoje com 13 vereadores, dentre estes muitos novos também, de primeiro mandato, nunca produziu tanto por meio de requerimentos, indicações e projetos de lei. As comissões permanentes da Câmara – de Finanças, Orçamento e Fiscalização, Justiça e Redação, Educação, Cultura, Saúde, Bem-Estar Social e Ecologia, e de Obras e Serviços Públicos – de fato realmente trabalham. Toda semana há reuniões marcadas, em que os vereadores estão lá discutindo e avaliando para levar os projetos à frente para votação, ao contrário do que se fazia tempos atrás, quando às vezes as coisas não eram discutidas e não eram levadas de uma maneira tão a sério. Os vereadores estão levando a sério o trabalho. Acredito que eles vêm desempenhando um bom papel no Poder Legislativo.

 

OP: A poucos dias do término do ano legislativo, há ainda algum projeto polêmico ou que pode render mais discussões para tramitar nesta reta final de 2019?

CK: Eu não digo polêmico, até porque agora estamos a quatro sessões de encerrar o ano legislativo. A princípio a última sessão será no dia 16 de dezembro. O que está em tramitação é a Lei Orçamentária Anual (LOA), que precisa ser votada antes do recesso, caso contrário não teremos recesso legislativo. Estamos no aguardo do relator da Comissão de Finanças e Orçamento para sabermos o seu parecer e se virá com emendas ou não.

 

OP: Havia uma expectativa de que o projeto de revisão do Plano Diretor fosse encaminhado pelo Executivo para a Câmara em 2019. O senhor acha que a prefeitura ainda envia neste ano ou deve ficar para 2020?

CK: Essa expectativa não é só minha como também de outros vereadores que questionavam a vinda desse projeto. No entanto, temos que ter certa cautela, até porque o Plano Diretor é um projeto muito sério e importante para o desenvolvimento do município. O Executivo contratou uma empresa terceirizada, a qual fez todo o trabalho técnico, juntamente com os secretários, e foram realizadas várias audiências públicas, oficinas de discussão, ocasião em que a sociedade e os vereadores tiveram a oportunidade de participar. Após esta etapa, segundo o secretário de Planejamento (Reinar Seyboth), está havendo o fechamento do relatório final para a vinda deste projeto. Por estarmos praticamente no término do ano, não deve começar a tramitar em 2019, até porque não haveria o tempo hábil para discutirmos e votarmos o Plano Diretor esse ano. Então mais tardar em meados de fevereiro, início de março, acredito que o projeto será discutido na Câmara. Aliás, vejo esse projeto como um dos mais importantes dessa gestão administrativa, pois vai elencar os passos que o município vai ter que ter daqui dez anos.

 

OP: O projeto do Plano Diretor é elaborado a partir de audiências públicas, com a participação da comunidade e por meio de uma equipe técnica. O senhor acha que pode haver uma interferência externa quando esse projeto chegar na Câmara para eventualmente ter emendas que façam algumas alterações?

CK: Eu acredito que terá. Porém, também gosto de pontuar que foi um projeto muito bem trabalhado, por uma equipe que realmente entende do assunto, ouvindo a comunidade e as entidades do município que participaram das audiências públicas. Às vezes a visão de um ou outro vereador pode ser diferente daquilo que é apresentado, então possivelmente terá emenda sim, e dependendo a emenda pode gerar uma discussão um pouco mais acalorada no Poder Legislativo.

 

OP: No início de 2020 abre a janela partidária. O senhor pretende permanecer no PP ou existe a possibilidade de mudança de partido?

CK: Não existe nenhuma possibilidade deste vereador sair do Partido Progressista. Até porque é um partido que me dá toda a guarida possível e mais um pouco, pela forma que o deputado federal José Carlos Schiavinato (PP) trabalha e conduz o partido aqui no Oeste do Paraná. Temos também uma boa executiva em Marechal Cândido Rondon com dois vereadores do PP eleitos, quem sabe com a possibilidade de na próxima eleição eleger três ou até mesmo quatro vereadores. E o Partido Progressista, não somente no município, mas no Estado e no país, é muito bem organizado. Portanto, não tem porque o Claudio sair do Progressista. Estou muito bem no PP, obrigado.

 

OP: Visualizando o cenário hoje, o senhor é pré-candidato a vereador ou existe a possibilidade de ser pré-candidato a prefeito ou vice-prefeito?

CK: Sou pré-candidato a vereador. Fui sondado da possibilidade de lançar uma candidatura a prefeito ou até mesmo a vice-prefeito, mas não é o que eu penso no momento. Como sou vereador de primeiro mandato tenho muito ainda a aprender. Lá na frente quem sabe um dia, se a sociedade confiar e acreditar, para que eu venha a ser seu representante. Como venho e acredito estar desenvolvendo um bom trabalho na Câmara de Vereadores, se a comunidade puder me confiar novamente para ser vereador aqui de Marechal Cândido Rondon irei contribuir muito mais.

 

OP: O senhor avalia que existe alguma chance do PP mudar de grupo político ou ele permanece ao lado do MDB e PSD?

CK: É muito cedo para falar isso ainda, até porque a gente não avançou esse diálogo dentro da executiva do Partido Progressista. Eu não tenho como afirmar com quem o PP estará, então temos que esperar a virada de ano para dialogarmos mais entre a executiva e até mesmo junto com o deputado federal Schiavinato para decidirmos com quem o PP estará.

 

OP: Ano que vem uma das principais novidades na eleição será o fim da coligação na proporcional. O que muda para o PP esse novo cenário?

CK: Para o PP eu acredito que não muda muito, porque o partido é estruturado e vai ter a sua chapa completa. Acredito que quem ganha com isso é a sociedade, pois a gente sabe que muitos partidos se criam e se formam para ter recursos para gastar. Acho que o PP não sai prejudicado com isso e, sim, mais fortalecido ainda.

 

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