A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, considerado o colegiado mais importante da Casa, escolheu na última quarta-feira (13) seu presidente. Trata-se do jovem deputado Felipe Francischini (PSL-PR), de apenas 27 anos, filho do deputado estadual Fernando Francischini (PSL-PR).
O deputado federal José Carlos Schiavinato (PP-PR) foi colega de mandato de Felipe na época de Assembleia Legislativa (legislatura 2014-2018). Ao Jornal O Presente, o pepista enalteceu a conquista do parlamentar paranaense. “Dentro das lideranças do PSL o deputado Francischini foi o escolhido. Ele realmente tem conhecimento pela sua formação e vai fazer um grande trabalho na CCJ. Isso é bom para governo e para o Paraná. É um companheiro nosso e vai comandar uma comissão importante para tocar as reformas propostas pelo governo federal”, declarou. “O Francischini é jovem, estudioso, se dedica à causa pública, principalmente da legislação. É uma pessoa muito eficiente e dedicada. A presidência da CCJ está em boas mãos. É um deputado de primeiro mandato, muito novo, mas se supera pela sua força de trabalho. Ficamos muito confortáveis com a presença do Francischini em fazer essa ação junto ao governo e à Câmara Federal sendo o líder da CCJ ”, elogiou Schiavinato.
A reforma da Previdência é um projeto já pautado na CCJ. Questionado se pela idade o parlamentar do PSL pode encontrar alguma dificuldade diante das discussões que prometem ser acaloradas, já que o assunto é polêmico, o deputado expõe que a reforma previdenciária promete mobilizar o país. “O trabalho do Francischini será coordenar todo esse trabalho na CCJ dentro da legalidade e procurar acompanhar o lado do governo, uma vez que é indicado pelo nosso presidente (Jair Bolsonaro, PSL) à Comissão. Muito será discutido”, analisa.
Além disso, o líder pepista entende que a própria sociedade precisará ser ouvida em muitas situações. “Não tenho opinião formada sobre o projeto, pois é complexo, mexe por inteiro na Previdência do Brasil e vamos ter muita tranquilidade em ouvir todos os setores para que possamos propor, junto com nossos pares, algumas alterações. Vou me dar ao direito de durante um período ouvir a sociedade. Acho prematuro qualquer deputado já colocar uma posição. Tenho visto muitos, especialmente de primeiro mandato, já se colocando contra ou a favor. Não é hora de ser contra ou a favor de nada. É hora de analisarmos, pois a reforma da Previdência precisa ser feita. Isso não tem nem dúvida, pois o Brasil depende desta reforma, mas vamos ter que dosar qual é a reforma suportável pela sociedade para que seja implantada neste momento. É isso que vamos fazer e teremos a oportunidade de ouvir a sociedade para tomar uma decisão correta e realmente ajudar o governo federal nessa mudança”, detalha.
Momento de análise
Diante de uma matéria complexa, mas necessária para o futuro do país, o que já está claro para o Congresso Nacional, perguntado se defende alguma mudança em algum item do projeto proposto pelo governo ou que algo seja mantido, Schiavinato responde que tudo ainda é muito prematuro. “Temos que ouvir. Sabemos que dentro da Previdência houve nos últimos anos muitos desmandos. Há conhecimento de ações que foram muitos prejudiciais ao cidadão brasileiro. O cidadão reclama, fala com razão sobre a corrupção, mas muitos se esquecem das suas ações como brasileiros. Essas ações não foram regulares por parte de muitos cidadãos, prejudicam e ajudam a colocar em xeque essa dificuldade que se apresenta agora na Previdência do nosso país. Então todos os pontos devem ser tratados com muita tranquilidade. Confesso que ainda não tenho nenhuma posição, pois é muito cedo para poder expor alguma opinião em relação a qualquer um dos itens da reforma. Ela mexe com muita coisa e por isso precisamos ter consciência e tranquilidade em poder discutir com muita calma. Vamos propor inclusive algumas reuniões para ouvir o Oeste do Paraná para que a gente vote junto com a sociedade e defenda as bandeiras que são importantes para o nosso país”, conclui.
O Presente