Política Entrevista ao O Presente

“Não tenho preferência por ninguém no momento”, diz Pedro Rauber sobre sucessor

Presidente da Câmara de Vereadores de Marechal Rondon, Pedro Rauber: “Só na reta final que vamos nos posicionar. Neste momento, para mim, são todos iguais” (Foto: Maria Cristina Kunzler/OP)

O presidente da Câmara de Vereadores de Marechal Cândido Rondon, Pedro Rauber (DEM), entrou na reta final da sua gestão à frente do Legislativo. No final do ano ele se despede do cargo e, até lá, precisará comandar uma Casa de Leis que pode enfrentar discussões envolvendo a sua sucessão.

Nos bastidores alguns nomes já demonstram interesse em comandar a Câmara. De oficial, por enquanto, não existe nada. O grupo de situação do prefeito Marcio Rauber (DEM) conta com ampla maioria e, para Rauber, a harmonia e o bom-senso devem prevalecer na escolha do futuro presidente.
Em entrevista ao Jornal O Presente, o democrata falou sobre a sucessão no Legislativo, voltou a negar a possibilidade sobre uma eventual nomeação sua para a Secretaria de Viação e Serviços Públicos, bem como enalteceu o fato de que em poucos dias a Câmara deve promover nova devolução de recursos para a prefeitura, cujo montante pode atingir R$ 1,5 milhão. Confira.

O Presente (OP): Faltam seis meses para encerrar sua gestão e, neste período, teremos duas eleições. Uma para escolha do novo presidente da República, senadores, governador e deputados estaduais e federais. A outra para escolha da mesa diretiva no biênio 2019/2020. Em especial neste último caso, o senhor acha que será possível manter uma harmonia interna em meio à discussão para definir seu sucessor?

Pedro Rauber (PR): Acredito que sim, porque cada postulante tem o direito de buscar esse espaço para preencher. Tanto é verdade que o presidente não pode ser reeleito. Mas para ser bem sincero, até hoje não conversamos e não sinalizei em nenhum momento. Quero deixar toda liberdade e no momento certo vamos trabalhar a questão para que tenhamos um presidente que possa fazer um bom trabalho. Não sei quem está postulando. Existem especulações, mas os vereadores são conscientes e saberão muito bem escolher para que essa nova dinâmica que implantamos possa seguir em frente. Temos economizado muito no Legislativo e procuramos dentro da medida do possível devolver os recursos e até então destiná-los para que o prefeito pudesse fazer algumas obras. Ainda não tem nada definido em relação ao próximo presidente e não conversei com ninguém. Quero respeitar os vereadores assim como eles me respeitaram e procurar em harmonia escolher o próximo presidente. É importante para o município que haja uma fiscalização rigorosa, como tem ocorrido até agora, mas que haja também harmonia para que os projetos não fiquem engavetados, pois isso atrasa o desenvolvimento de Marechal Cândido Rondon.


OP: O senhor defende algum nome?

PR: Não tenho preferência por ninguém no momento. Não trabalhamos ainda em cima disso e quero esperar a reta final. Como disse, nós contamos com bons nomes e pessoas que têm atuado com respeito, defendendo os interesses do município e o presidente tem que ter essa linha. Volto a frisar, para que a gente agilize (os projetos) e economize. É duro ser presidente de uma Câmara. Quem não sabe dizer ‘não’ não pode ocupar um cargo como presidente e muito menos como prefeito. Neste sentido tenho tido a compreensão dos vereadores e por isso não temos grandes dificuldades. Lá na frente o tempo vai se encarregar para eu me posicionar quem apoio para que seja o presidente. Teremos uma conversa ampla com todos os vereadores. Contamos com vereador que era partidariamente da oposição e hoje trabalha conosco em harmonia.

OP: O senhor acha que será possível escolher o seu sucessor mantendo a base aliada ao governo unida?
PR: Sem sombra de dúvida. Contamos com a grande maioria.


OP: Não existe receio de algum vereador eventualmente votar com a oposição?
PR: Quem o grupo escolher para ser presidente quero crer que deve haver bom-senso e sou parceiro. Então não tenho preferência por esse ou aquele neste momento. Só na reta final que vamos nos posicionar. Neste momento, para mim, são todos iguais.

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