A produção agroindustrial de alimentos exige extensas áreas agrícolas, solo fértil, topografia plana, água abundante, pesquisas científicas e logística de transporte voltada à agropecuária, em todo o país produtor. Além de muita competência, conhecimento, vocação, dedicação, criatividade, tradição, tecnologia e ações de sustentabilidade do produtor rural, trabalhador rural, empresários da indústria, comércio e prestação de serviços, transportadores e consumidores. No caso das exportações, as exigências são ainda maiores, pois incluem os transportes rodoviário, aéreo, fluvial e naval, atender peculiaridades das nações e empresas importadoras, preferências de consumidores estrangeiros, legislações dos compradores e do mercado internacional e domínio das tendências e oscilações da economia mundial. Por todas essas razões, devemos comemorar muito o fato do Brasil ter fechado o ano de 2025 com superávit de 68 bilhões de dólares na balança comercial, tendo superado muitas dificuldades, algumas das quais inéditas na história recente do País, como foi o tarifaço dos Estados Unidos de 50% sobre produtos brasileiros, especialmente alimentos, adotado em agosto e reduzido já no final de período.
Com isso, as exportações brasileiras para os Estados Unidos em 2025, porém, caíram 6,6%, conforme dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), apontando que o País exportou 348,7 bilhões de dólares no ano passado e superando em nove bilhões o recorde anterior, de 2023. Como sabemos, o superávit comercial do País ocorre quando a soma das exportações supera o total das importações, que em 2025 foi de 280,3 bilhões. Este resultado líquido foi 8,0% menor que o de 2024, segundo dados oficiais. O superavit comercial do ano passado, ficou abaixo apenas dos resultados anuais de 2023 e 2024, refletindo valor de 348,7 bilhões de dólares em exportações, patamar mais alto da série histórica e de 280,4 bilhões de dólares em importações, nível também recorde. Conforme o MDIC, o aumento das exportações em 2025 em valores, foi de 3,5% maior do que o registrado em 2024. Em volume, o crescimento foi ainda maior, de 5,7%.
No ano passado, com as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros, as exportações para o país caíram 6,6%.
Por outro lado, houve aumento nas vendas para a Argentina, de 31,4%; a China, de 6,0% e União Europeia, de 3,2%. Entre os destaques estão as exportações brasileiras de carne bovina, de 16,6 bilhões de dólares; carne suína, de 3,4 bilhões de dólares; de veículos para transporte de mercadorias, de 3,1 bilhões de dólares; de caminhões, de 1,8 bilhão de dólares e de café torrado, de 1,2 bilhão de dólares. A indústria extrativa registrou aumento de 8,0% no volume exportado. O minério de ferro, com 416 milhões de toneladas, e o petróleo, com 98 milhões de toneladas, atingiram volumes recordes de embarque. As exportações de dezembro último avançaram 24,7% na comparação com 2024. O crescimento foi puxado pela agropecuária, que subiu 43,5%, somando 5,710 bilhões de dólares, e indústria extrativa, com alta de 53%, alcançando 7,762 bilhões de dólares. A indústria de transformação registrou crescimento de 11,0%, com exportações de 17,416 bilhões de dólares. Para nosso orgulho e satisfação, o Paraná e o Oeste do Estado contribuíram muito para esses números positivos do agronegócio brasileiro.
Dilceu Sperafico é deputado federal pelo Paraná
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@dilceusperafico