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Política

“O MDB pode ter candidato próprio”, avisa Sérgio Souza

calendar_month 31 de julho de 2018
4 min de leitura

O MDB foi um dos primeiros partidos a realizar sua convenção partidária, no último dia 21, mas deixou em aberto seu futuro político-eleitoral. A primeira opção foi, naturalmente, trabalhar para formar uma coligação, especialmente com o PDT do pré-candidato a governador Osmar Dias. Isto porque a sigla não se preparou nos últimos oito anos, desde que deixou o Governo do Estado, para ter uma candidatura viável além do senador Roberto Requião. A avaliação é do deputado federal Sérgio Souza (MDB), em entrevista concedida ao Jornal O Presente durante sua passagem pela Expo Rondon, no domingo (29). “Trabalhamos por uma aliança com o Osmar Dias, o que sempre foi colocado como uma possibilidade. Inclusive na convenção essa foi a primeira opção sugerida. Mas em relação ao Osmar nunca ninguém sabe se vai ser ou não candidato. Esse é o fato. Conversei com ele e não tive a impressão que é um candidato a governador. Quem está articulando uma campanha a governador está preparando seu plano de governo. Estou mais organizado do que ele e sou um pré-candidato a deputado federal”, disse o emedebista.
Segundo Souza, o MDB está enxergando esse cenário de uma possível desistência do pré-candidato do PDT na disputa ao Governo do Paraná para tentar uma vaga ao Senado em uma eventual aliança com outro grupo político. “E o MDB pode ter candidato próprio. E a candidatura própria do João Arruda (deputado federal) começa a tomar corpo. Começamos a sentir que é possível. Os votos do Osmar, que são mais de centro-esquerda e que não vão para o PT, que terá candidato próprio, também não vão para o Ratinho Junior (PSD) e para a Cida Borghetti (PP). O MDB pode ter uma grande oportunidade. Vamos torcer para que o nome do João Arruda se consolide. Parece pouco, mas até domingo (05, último dia para as convenções) tem muita coisa para acontecer”, garante.

Fortalecimento da proporcional
Para o deputado, uma candidatura própria do MDB fortalece uma chapa proporcional, pois aumenta a possibilidade de votos de legenda. “Nesta condição temos uma candidatura com chapa fechada, com um nome para governador, o número do partido fortalece nessa condição como um todo. Para deputado federal não sei se elegeremos os três que pretendemos, uma vez que o João Arruda então deixa de disputar, mas pode ser que sim. Não sabemos e temos que aguardar para ver. Temos uma expectativa boa de votos, tanto eu quanto o Frangão (Hermes Parcianello) e o João Arruda, e com mais alguns companheiros e a legenda, chegaríamos a três a quatro deputados federais eleitos, que é a nossa meta. Poderíamos sem o João fazer três deputados, e poderíamos inclusive ter deputados aqui do Oeste do Paraná. Há vários nomes que começam a surgir numa possibilidade de ter uma candidatura própria do MDB”, analisa.

Coligação
Conforme Sérgio Souza, é muito difícil o MDB se coligar se a opção for por candidatura própria, a não ser com partidos nanicos. “O MDB se desarticulou a tal ponto que perdemos companheiros como o deputado estadual Ademir Bier (PSD), que não tenho nenhuma dúvida que por dentro é um emedebista, mas deixou o partido diante de uma situação de risco eleitoral. Essa desarticulação do MDB fez que caíssemos de 15 deputados estaduais para oito na última eleição, ficando agora somente com três porque mais da metade saiu no meio do caminho; de deputados federais caímos de sete para quatro, e hoje estamos com três, numa luta muito grande para reeleger esses três”, comenta.

Composição da chapa
No entendimento do deputado federal, se João Arruda for mesmo candidato a governador, o candidato a vice precisa ser alguém que tenha densidade eleitoral e experiência política. “Sugeri ao João o nome do Beto Lunitti (MDB). É um companheiro de partido, ex-prefeito de Toledo, um município importante da região Oeste do Paraná, e o João não tem uma popularidade nesta região como tem em outras em que atua muito forte como deputado federal. O Oeste poderia ter um vice na pessoa do Beto Lunitti. Se consolidar uma candidatura própria do MDB é uma opção. Há também a opção do Walter Parcianello, irmão do Frangão, de Cascavel. Mas acho que ficaria mais ou menos que a região Oeste indicaria o vice. Lógico que precisam ser feitas prévias e conversas para isso. Há outros nomes importantes, como do Dobrandino da Silva, de Foz do Iguaçu, e lideranças de outras regiões também”, revela.

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