O PDT do Paraná se reúne no sábado (04), véspera do fim do prazo para a realização das convenções, para decidir seu rumo na eleição de outubro. O partido tem como pré-candidato a governador o ex-senador Osmar Dias e tem discutido de forma intensa uma possível aliança com o MDB, presidido pelo senador Roberto Requião.
Se de um lado o pedetista não compareceu à Expo Rondon devido a agenda de reuniões em Curitiba, de outro quem marcou presença na festa dos 58 anos de Marechal Cândido Rondon, no domingo (29), como seu representante foi o ex-diretor de Coordenação da Itaipu e o coordenador do projeto de governo do PDT, Nelton Friedrich.
Em entrevista ao O Presente, ele avaliou que o partido vive um dos seus melhores momentos. Isto porque, segundo Friedrich, a sigla possui uma candidatura com ampla viabilidade à Presidência da República, no caso de Ciro Gomes, e no Paraná a situação é considerada por pedetistas como ainda melhor. “Contamos com um pré-candidato que tem baixíssima rejeição, um histórico muito rico de realizações, seriedade, firmeza, e que exerceu grandes funções e mesmo assim não tem nada a comprometê-lo. Não tem nenhuma irregularidade apontada. Afinal de contas, encampa muito essa ideia de um Paraná que possa ter, acima de tudo, novas perspectivas, tanto na área rural como urbana, mas principalmente na reindustrialização. Ao mesmo tempo em que é preciso compreender que o Paraná está vivendo uma fase que precisa ir para um projeto realmente de governo estratégico. Precisamos pensar o Paraná por dez, 15, 20 anos à frente. Não é apenas um plano de governo de quatro anos. É preciso ter a coragem, e essa é a questão que move o pré-candidato Osmar Dias a apresentar um projeto de Estado que tem a etapa de quatro anos. Projeto de governo muitas vezes visualiza apenas um período de quatro anos. Já o projeto de Estado é contribuir para que possamos pensar essa e as futuras gerações”, detalha.
Reorganização do Estado
Perguntado como elaborar um projeto de Estado sabendo que as finanças do governo não estão tão boas como propagado e que o próximo governador terá que lidar mais uma vez que a questão da previdência do funcionalismo, o coordenador avalia que, primeiramente, é necessário reorganizar a gestão. “Vejo alguns candidatos falando em reforma. O que precisamos é reorganizar o Estado e a gestão pública. Isso implica, inclusive, em fazer contratos de gestão com metas. Desta forma é possível diminuir em muito o desperdício. Outra situação fundamental é acabar com a sobreposição. Hoje temos secretarias que possuem programas só com nomes diferentes. Não se somam e não têm uma articulação. E a articulação tem que ser pública, privada e sociedade civil”, menciona.
Conforme Friedrich, há profundas mudanças que precisam ser realizadas no Paraná, mas que devem ser feitas para que o Estado fique cada vez mais a serviço dos paranaenses. “E olhando o curto, médio e longo prazo. Crise financeira bem tratada passa a ser um episódio em que podemos sair do atolador. Agora precisa de coragem, determinação e, muitas vezes, como disse o próprio Osmar Dias, acabar com essa farra de cargos políticos”, afirma.
Boatos
Mesmo às vésperas de sua convenção, ainda surgem especulações de que o pré-candidato poderia desistir da disputa ao Governo do Paraná para ser candidato ao Senado. Na avaliação do coordenador do projeto de governo, mesmo um boato sendo contado muitas vezes e que para alguns pode se tornar verdade, ainda assim não é um fator prejudicial à futura campanha de Osmar Dias. “O Osmar está com todo vigor. Além disso, ele é o pré-candidato com a menor rejeição entre todos os adversários. Está sempre disputando primeiro e segundo lugar em qualquer pesquisa, vai desistir por quê? Além disso, traz as mãos carregadas de propostas inovadoras. Tem uma experiência extraordinária, foi secretário de Estado, senador, vice-presidente do Banco do Brasil. Todas as funções que exerceu e não tem nenhuma mácula, não tem sua vida pública manchada. É um pré-candidato que temos certeza que estará no segundo turno. O Osmar é pré-candidatíssimo e sem dúvida estará no segundo turno e será governador do Paraná”, defende Friedrich.
O Presente