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Política

“O que nos move são as questões locais do Oeste”, diz Nelsinho Padovani

calendar_month 12 de março de 2022
5 min de leitura

Pré-candidato a deputado federal pelo União Brasil destaca que um dos principais legados que a classe política pode deixar à região é o investimento em logística

 

Filho do ex-deputado federal Nelson Padovani e ex-vereador de Cascavel, Nelson Fernando Padovani, do União Brasil (partido que surgiu a partir da fusão entre Democratas e PSL), tem como meta percorrer 200 municípios do Paraná para divulgar sua pré-candidatura a deputado federal e angariar apoios de olho na eleição de 02 de outubro.

Na quinta-feira (10) ele cumpriu agenda em Marechal Cândido Rondon, ocasião em que visitou o Jornal O Presente. Nelsinho, como é conhecido, disse que seu trabalho como vereador, de 2008 a 2012, e os dois mandatos do seu pai como deputado federal, de 2010 a 2018, estão lhe proporcionando reconhecimento nesta pré-campanha.

“O que nos move são as questões locais do Oeste e poderia elencar algumas delas, mas a principal é a logística. Temos que trazer a Ferroeste até Guaíra e seguindo a Maracaju (MS), e levar o ramal ferroviário de Cascavel até o Porto de Antofagasta, no Chile. Assim, formaríamos um corredor bioceânico, do Oceano Atlântico ao Pacífico, como existe no Canal do Panamá e nos Estados Unidos, de Leste a Oeste, algo que o Brasil não tem hoje. Somente desta forma o Oeste do Paraná deixaria de ser fundos da produção no Estado e seria frente da produção, agregando valor. O corte do frango, derivados de leite, derivados de suínos, seriam produzidos aqui e exportados diretamente à Ásia. Isso que nos move”, detalha.

De acordo com ele, grandes indústrias hoje estão instaladas na Região Metropolitana de Curitiba por estarem localizadas mais próximas do Porto de Paranaguá, bem como devido ao fornecimento de gás natural.

“Nunca virão para cá. Ficaremos sempre no subproduto, só com a matéria-prima in natura. Precisamos industrializar e isso vai acontecer apenas com a logística. Então o grande legado que a Itaipu pode deixar para o Brasil e para o Paraná é a linha de trem para o Porto de Antofagasta, porque em 200 anos a Itaipu acaba. Vejo a Itaipu dando máquinas, pedras irregulares, mas são coisas que não vão resolver nosso problema para o futuro. Ela deve, junto com o Paraguai, financiar o projeto do novo ramal ferroviário, de Guaíra a Cascavel, de Cascavel a Foz do Iguaçu, entrando no Paraguai, e depois vamos atrás do dinheiro do mundo para quem quiser operar a linha. Este é legado que podemos deixar para as próximas gerações”, opina.

Nelsinho frisa que a questão logística será sua grande bandeira na atuação parlamentar, caso eleito. “Não adianta defender somente a agricultura, a qual defendo o direito à propriedade, a segurança jurídica, sem baixar o custo de produção. O Brasil não pode mais ser chofer de caminhão. Olha o preço do diesel ou do pneu. Os Estados Unidos têm 350 mil quilômetros de ferrovias e o Brasil só tem 35 mil quilômetros. Investir em ferrovias, que estão paradas desde a década de 1990, é o grande legado e gargalo do Brasil”, declara.

 

REPRESENTAÇÃO POLÍTICA
A eleição de 2018 marcou, para o Oeste do Estado, uma redução em sua representação política. O ex-vereador de Cascavel lembra que, ao longo dos últimos anos, a região perdeu nomes como os ex-deputados federais Moacir Micheletto e José Carlos Schiavinato, ambos já falecidos, além de Werner Wanderer, Dilceu Sperafico, Nelson Padovani e Eduardo Sciarra.

“Hoje a bancada da agricultura no Paraná acabou. Somos o segundo maior produtor de grãos do Brasil e não temos representantes da agricultura raiz e principalmente do Oeste do Paraná. A grande massa de eleitores está em Curitiba e no Norte do Estado. O Noroeste e Oeste possuem menos eleitores, então essa falta se caracteriza aí. A BR-163 em Marechal Cândido Rondon está parada. Onde estão nossos representantes? A questão do marco temporal sobre terras indígenas vai ser julgada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em 23 de julho e quem está falando disso? Se passar, os índios podem ter 30% do território nacional, sendo que a agricultura e pecuária têm hoje apenas 8%. A questão indígena é fundamental na nossa região. Sou a favor do índio, mas principalmente a favor do agricultor, que pode ver suas terras expropriadas. E onde estão nossos deputados?”, questiona.

 

UNIÃO BRASIL
Nelsinho se filiou ao União Brasil devido ao fato do partido ser de centro-direita, que é sua linha de atuação, e ele crê no crescimento da agremiação. “Vamos construir o maior partido do país. O União Brasil vai eleger 70 deputados federais, dez governadores e teremos no ano que vem 12 senadores. Temos aqui o Elio Rusch, que é meu amigo e agora do União Brasil, e o prefeito de Marechal Cândido Rondon, Marcio Rauber”, menciona.

Por outro lado, ele critica a possibilidade da esquerda retornar ao poder na próxima eleição. “Não vejo o porquê da esquerda voltar no Brasil, pois não deixou nenhum legado positivo para nós. Não tem por que retrocedermos”, salienta.

Questionado como o partido deve se posicionar na eleição presidencial, o pré-candidato a deputado federal é enfático: “Tenho certeza que no segundo turno o União Brasil vai apoiar o presidente Jair Bolsonaro (PL). No primeiro turno não sabemos ainda quem serão os candidatos. Estamos no período de janela partidária e as convenções ocorrem de julho a agosto. Digo apenas que o União Brasil não vai com o PT”, finaliza.

 

Por Maria Cristina Kunzler/Jornal O Presente

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