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Política

Oeste pode assumir liderança mundial na produção de proteína animal

calendar_month 27 de junho de 2026
3 min de leitura

Dados da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP), do Programa Oeste em Desenvolvimento e do Projeto Ambição 2040, nos propiciaram orgulho e satisfação e nos motivaram a prosseguir valorizando e defendendo o agronegócio como base do crescimento econômico e social do Oeste do Estado, do Paraná e do País. Fazemos isso há mais de 30 anos, como deputado federal, além de membro titular e presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, da Câmara dos Deputados, e da Frente Parlamentar da Agropecuária, do Congresso Nacional.

Nessas tarefas, nos baseamos no fato de Toledo, o nosso município, ser a Capital do Agronegócio do Paraná, detendo o maior Valor Bruto da Produção Agropecuária do Estado (VBPA), há 13 anos consecutivos. Com isso apresentamos e obtivemos aprovação de projeto que concede a Toledo o título de Capital Nacional da Proteína Animal. Nossa convicção sobre o assunto cresceu ainda mais com as informações de que o Oeste do Paraná já é referência nacional na produção de proteína animal e a meta é ainda mais ambiciosa, tornando-se líder mundial do setor até 2040.

Para alcançar esse objetivo, representantes do agronegócio, agroindústria, cooperativas, agentes públicos, especialistas e entidades defendem investimentos em tecnologia, educação, inovação e qualificação profissional, visando fortalecer e ainda mais a agropecuária da região. Conforme dados da FIEP, a indústria de alimentos do Oeste do Paraná movimenta mais de 70 bilhões de reais por ano, reunindo cerca de 2.500 indústrias, das quais 725 do setor alimentício.

Além dessa força econômica, o segmento também tem grande impacto na geração de empregos, pois atualmente três em cada 10 vagas formais da região estão ligadas à indústria de alimentos. Quando considerados os empregos indiretos, a participação sobe para seis em cada 10 oportunidades de trabalho. A transformação de grãos em proteína animal e seus derivados colocou o Oeste do Paraná entre os principais polos exportadores de alimentos do País. Os produtos da região chegam a aproximadamente 150 países, com destaque para a carne de frango, com o Oeste do Estado sendo o maior produtor do Brasil deste segmento.

A região também ocupa a segunda colocação nacional na produção de suínos, pois em frigoríficos do Oeste são abatidos dezenas de milhares de animais por dia e mesmo com redução nas exportações devida a conflitos internacionais e medidas econômicas de alguns países, cerca de 35% da produção segue destinada ao mercado externo, principalmente para Ásia e Mercosul.

Os produtos industrializados, como embutidos, temperados e defumados, têm como principal destino o mercado interno. Para aumentar a eficiência e garantir melhor qualidade, indústrias do setor vêm ampliando investimentos em automação, inovação e rastreabilidade dos animais, para acompanhar todo o processo, desde a origem até o consumidor final.

Outro destaque do Oeste é a produção leiteira, com a terceira maior bacia do Brasil, impulsionada pelo cooperativismo e associativismo. Das 10 maiores cooperativas brasileiras, cinco estão no Oeste do Paraná. Outro diferencial está na produção de milho e soja, matérias-primas fundamentais para a cadeia da proteína animal. A proposta é ampliar a agregação de valor aos produtos e fortalecer a competitividade regional nas próximas décadas.

Dilceu Sperafico é deputado federal pelo Paraná

[email protected]

@dilceusperafico

 
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